Artigo na Visão – Homeopatia: Cura ou fraude?

A edição de hoje da revista Visão traz, como destaque de capa, um artigo sobre a Homeopatia. Está, a nosso ver, rigoroso, sintético e completo. Os nossos parabéns!

Homeopatia: Cura ou fraude?

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94 Responses to Artigo na Visão – Homeopatia: Cura ou fraude?

  1. Ricardo says:

    Suspeitei que tivessem uma referência a este artigo que acabei de ler, não fosse a campanha 10:23 estar representada no artigo…🙂

    Não concordo com a referência a que o artigo esteja bem feito. Está altamente tendencioso e fechado. Aliás, pelo próprio destaque na capa se percebe. Um bom trabalho jornalístico, a meu ver, na mera opinião de leitor, é aquele que nos faz pensar, que mostra todos os lados da discussão (sem ser tendencioso), criando no leitor a necessidade de tomar uma decisão sobre o que leu. Este artigo, infelizmente como grande parte do trabalho jornalístico, manipula a opinião. Tudo o que são os argumentos da homeopatia, sejam ou não cientificamente válidos, são apresentados em forma de “gozo”. Posso dizer que gostei mais de alguns dos vossos textos do que isto que acabei de ler, embora, claro está, alguns também tenham uma base criticável, tal como alguns da parte da homeopatia.

    Os meus cumprimentos

  2. Ricardo says:

    Cara L

    Discordo da opinião. Ha outros assuntos bem mais importantes e obvios em que os jornalistas nao assumem uma posição clara. Esta peça é claramente tendenciosa, com inumeras referencias contra e apenas duas a favor. Quem leia o texto e o vosso blog faz uma clara ligação entre ambos, até mesmo porque o pedro homero aparece várias vezes referido. O autor é vosso amigo?
    Nao podemos esquecer que não ha evidencias conclusivas para nenhum dos lados. Uns porque não sguem os pressupostos da ciência, outros porque não seguem os da homeopatia. Quando algum existir que cumpra todos os requisitos, aceitarei. Mas neste momento sou também céptico em relação ao conhecimento actual da ciência porque vejo resultados na homeopatia, placebos ou não. Nao vamos esquecer que muitos medicamentos quimicos vendidos na farmacia nao têm ainda efeitos terapeuticos totalmente comprovados, nomeadamente antiinflamatorios enzimaticos, psicotrópicos, etc…
    Sinceramente esperava mais da visão, mas é o que se arranja. SÓ tenho pena dos 3€.

    • L says:

      Caro Ricardo,

      O jornalista da Visão entrou em contacto connosco porque ao trabalhar o artigo deparou-se com a Campanha 10:23 em Portugal. Como estava a preparar uma peça sobre homeopatia é natural que nos tenha entrevistado e tenha estado presente para registar, fotografar e filmar a acção de “overdose”.

      Engana-se quando diz que não há evidências conclusivas a respeito da ineficácia da homeopatia. Desde 2005, com o lançamento da meta-análise na revista Lancet sobre os resultados dos estudos, que a comunidade científica é unânime ao dizer que a homeopatia não é melhor que um placebo.

      Ainda a semana passada no Reino Unido houve uma tentativa de reclassificação dos produtos homeopáticos. É que o governo admitiu oficialmente que a homeopatia não é mais que um placebo, mas que continua a suportar a comparticipação do Estado no sistema nacional britânico porque é uma questão de escolha das pessoas. Ou seja, os contribuintes estão a pagar por algo que garantidamente não tem efeito.

      Se quiser considerar a homeopatia uma prática que não é científica, que está fora do campo da acção da investigação científica, não vejo qualquer problema. Que se chame magia, prática mágica, ou prática tradicional se preferir. Assim, a homeopatia, por se recusar a ser avaliada pelo método científico, deve ser remetida à mesma categoria que qualquer outra prática que transcende o mundo natural, como as consultas de tarot, astrologia, iridologia, etc.

      É que não pode haver dois pesos e duas medidas. Ou é uma prática científica ou não é.

    • Pedro Homero says:

      Estimado Ricardo, permita-me que entre na conversa:

      Como acha que deveria ser um artigo de fundo sobre a forma do planeta Terra? Devia dar igual importância à NASA, aos astrofísicos, aos geógrafos, ao pessoal que acredita que a terra tem a forma de uma pizza, àqueles que acham que a Terra assenta em cima de uma tartaruga gigante e por fim àqueles que acham que não existe realidade, logo não existe a Terra, que é tudo uma simulação de computador na Matriz?
      Não, claro que não. Aliás, em bom rigor, e tendo em conta tudo o que já se sabe e todo o trabalho rigoroso de estudo desta modalidade, o artigo podia ser mais curto. Bem, até posso escrever aqui como acho que poderia ser o artigo.

      Título:
      Homeopatia: Cura ou Fraude?
      Texto do artigo:
      Fraude, pois está mais que demonstrado que não passa de um placebo. Por favor, se vai gastar dinheiro nisso, ao menos fique com esta informação.

      Claro que isto não chega, porque a literacia científica das pessoas é muito baixa, e o desejo de encontrar uma terapia livre de efeitos secundários, e cheia de palavras bonitas como holístico, energia, vital, etc., são muito fortes. Daí ser necessário explicar porque é que é uma fraude, e, dando voz a ambos os lados, mostrar claramente a realidade tal como ela é. Ou não?

  3. Ricardo says:

    🙂
    Mantenho a minha opinião, o trabalho jornalistico em si é fraco… Mas as opiniões são isso mesmo.

    Cumprimentos

    • Pedro Homero says:

      Concordo, opiniões são apenas opiniões, mas podem ser mais ou menos baseadas em factos. Que lhe parece que está a mais, no artigo? Que lhe parece que está errado? Tem exemplos concretos para dar?

  4. Ricardo says:

    Ora poderiam ter sido apresentados mais casos, tanto de satisfação xom a homeopatia (por exemplo com crianças) e tambem casos em que experimentaram sem sucesso.
    O medico escolhido (suponho que seja uma vez que é da sph) para defender a homeopatia penso que esteve ok, mas o texto que acompanhou o depoimento acabou por ser um pouco bota abaixo.
    Todos os quadris extra foram contra a homeopatia: o sr randi (que é ele próprio duvidoso enquanto não for esclarecida ansua suposta desistencia da experiencia na grécia por motivos de “doença”, pelo que é referido por vithoulkas), o grupo 10:23, a sra do “homeopatetice”, que deve ser lembrada que um doutoramento não é tudo, conheço muitos que nem escrever sabem,…
    Depois o quadro da preparaçao do homeopatico tem também falhas. Não há agitaçao mas sim sucussão, que não é “como os homeopatas lhe chamam”. O termo existe e é usado para descrever uma pancada seca ou um abalo forte. Se for feita uma agitação como representado, verifica-se ausencia ou redução de efeito. Mais uma “patetice” mas ja que se fala, tem de se falar correctamente.
    E depois a homeopatia funciona pela individualização e repetição das tomas (ou não, conforme os casos)…
    São pequenas coisas, mas se queremos dizer mal, temos primeiro de conhecer…

    • Pedro Homero says:

      Ricardo, os exemplos que dá seriam tão válidos como os argumentos de um defensor da teoria da Terra plana, que *opina* isto e aquilo. A satisfação dos pais em relação ao uso de homeopatia com as suas crianças é apenas uma opinião. Creio que já ficou bastante explícito, após várias rondas de comentários, que uma opinião ou percepção pessoal pode ser motivada por outras razões que não aquela prática que usou. Para não estar sempre a dar os mesmos links, agora forneço outro – http://www.quackwatch.com/04ConsumerEducation/placebo.html

      O “bota abaixo” que o Ricardo vê no texto que acompanha o que o médico da SPH diz se calhar é um reflexo do mal-estar que pode provocar ao ler a afirmação do dito médico. Repare bem no que ele diz: “A homeopatia baseia-se na energia, na radiação. A informação passa através de fotões.(…) No caso da água, as vibrações da substância que por lá passou veiculam a informação, através de um efeito físico”.

      Uma afirmação como esta parece científica, pois usa palavras como energia, radiação, vibrações, informação, fotões, físico… e provas? Eu posso inventar agora à pressão uma modalidade qualquer e encher resmas de papel com palavras que soam a científico. Contudo, está em em o ónus da prova; eu digo A, eu tenho que provar que A é verdade. O que fez o jornalista, a seguir? Referiu o caso do Benveniste, de onde vem esta ideia da memória da água, ou pelo menos a tentativa de provar que isso é verdade, que foi desmascarado; Aliás, a assistente do Benveniste que, só por acaso, esteve presente em todos os laboratórios onde supostamente se replicaram os resultados iniciais do Benveniste, era paga pela Boiron!

      O “Sr. Randi” tem o seu dinheiro onde tem as suas palavras – aliás, ele estava pronto a dar o milhão de dólares ao Benveniste, se ele conseguisse replicar, sem a mão fraudulenta da assistente, os resultados que tinha dito que tinha conseguido.

      A sra. da homeopatatetice (um termo que, concordo, não é feliz, mas diferentes pessoas têm diferentes capacidades para aguentar durante muitos anos uma fraude absurda) não está certa ou errada por ter doutoramento. Aliás, são irrelevantes as características do mensageiro SE o que diz for verdade. Até podia ser nazi e assassina e pedófila – se o que diz está correcto, então está correcto.

      Diz que o quadro de preparação tem falhas; não é abanar, é dar um abalo forte. Sugiro que fale com a Boiron, pois sempre que aparecem os seus laboratórios mecanizados os frascos estão a ser abanados, não a levar uma pancada seca. Seja como for, voltamos sempre ao mesmo: antes de tentarem provar *porque* é que a homeopatia funciona para lá do efeito placebo, têm que demonstrar *que* funciona. Ponto final. Tudo o resto é académico.

      Em relação à individualização das tomas, isso é tomado em conta nos testes rigorosos como aquele que lhe sugeri, há uns dias, que fizesse, para testar a prática com a qual ganha dinheiro. Eis um resumo do procedimento, para quem quiser ficar a par:

      1) Arranja-se um conjunto grande de pessoas, vá, 100, por exemplo.

      2) Divide-se esse conjunto em dois grupos, mas aleatoriamente, par um grupo não ter mais idosos, ou mais crianças, ou mais magros, ou mais altos, etc, que o outro. Ao ser aleatório, as diferenças nivelam-se. Quem divide as pessoas em dois grupos não informa mais ninguém de quem fica em cada grupo. Esta informação terá que ficar em segredo até ao fim.

      3) Todas essas pessoas vão ver um determinado homeopata, cada uma numa consulta individual. Nessa consulta, o homeopata faz aquilo que acha que deve fazer, isto é, faz a sua consulta, faz as perguntas que considera pertinentes, enfim, faz o seu trabalho. No final, chega a uma conclusão e recomenda ao paciente o produto homeopático exacto, e individualizado, para a saúde desta pessoa específica. Faz isto com cada uma dessas pessoas. Relembro que o homeopata não sabe se a pessoa que lhe está à frente pertence a um grupo ou ao outro. Está “cego” em relação a esta questão.

      4) Cada um dos pacientes vai a uma farmácia pré-definida para aviar a receita individualizada que o homeopata lhe deu. O paciente não sabe se pertence a um grupo ou ao outro, e o farmacêutico que o recebe, na farmácia, também não. Estão “cegos” em relação a esta questão.

      5) O farmacêutico vai lá dentro e entrega a receita a outra pessoa. Este pessoa que está lá atrás é a única, neste processo todo, que tem uma informação vital – a lista de pessoas, e o grupo a que cada pessoa pertence. SE o paciente que trouxe esta receita pertence ao grupo 1, o profissional na parte de trás da farmácia entrega ao farmacêutico que interage com o paciente o tratamento homeopático correcto. SE o paciente pertencer ao grupo 2, é-lhe dado um frasco exactamente igual, mas com bolinhas de açúcar, sem a gota de água homeopática.

      6) Cada paciente vai para sua casa e toma o medicamento que recebeu, seguindo as ordens do homeopata que o atendeu.

      7) Cada paciente reporta ao homeopata as melhorias que sentiu e o avançar da sua situação. Essa informação é compilada pelo homeopata e entregue a uma pessoa ou equipa de estatísticos que vai analisar esses dados.

      8) Uma vez analisados os dados, esta análise é entregue à pessoa que tem a lista de quem pertence a que grupo.

      Sempre que isto foi feito, para a homeopatia, a percentagem de pacientes, num grupo e no outro, que reportou melhorias foi estatisticamente igual.
      Que conclusão se pode tirar daqui? Que os comprimidos homeopáticos não são diferentes de simples bolinhas de açúcar.

  5. Ricardo says:

    So um reparo, pois nao vou comentar o texto que é estar-me a repetir em relaçao ao outro topico: o meu trabalho nao se “limita” à homeopatia, nem os homeopatas se deveriam “limitar” à prescrição. Alias, tal como tudo, se deveria evitar prescrever quando tal não é necessário.
    Em relação à boiron… por alguma razão muitos homeopatas preferem outros laboratórios. Por vezes temos resultados apenas após mudar de fabricante. O efeito placebo também tem os seus caprichos.
    Os melhores cumprimentos, mais uma vez, terminando a minha 2a paticipação. A ideia da experiencia fica registada, para quando tiver essa possibilidade.

    • Pedro Homero says:

      interessante.. já é o segundo homeopata a ser crítico da Boiron. Parabéns! (O primeiro foi o secretário geral da AMENA).
      Importante, por outro lado, o facto de registar a ideia da experiência. Sinceramente – creia-me, não há uma lasca sequer de ironia no que escrevo, sinceramente – fico contente que pense nessa possibilidade. Quem sabe, pode vir a tornar-se no nosso Edzard Ernst, ex-médico, ex-homeopata, que teve a coragem de estudar o assunto a sério, investigar a fundo, e descobrir a verdade por trás desta modalidade!

      Os meus melhores cumprimentos também.

      • Ricardo says:

        Tudo o que são grandes empresas, que movimentam muitos milhões, acabam por fugir um pouco à filosofia original. A Boiron seria uma daquelas empresas que teria possibilidade de reduzir ainda mais um pouco o preço dos homeopáticos (que rondam os 3€). E não tenho problema nenhum com a retirada da menção de “medicamento” dos homeopáticos. Admito que a homeopatia não se encaixa no conceito actual de ciência.
        Em relação à experiência, sou formado e novamente estudante em ciências, não excluo obviamente essa possibilidade.
        Agora sim, fico-me por aqui
        Cumprimentos
        Ricardo

  6. Inês Lobo Antunes says:

    Exmos.Srs.

    Ao ler ao vossa reportagem relativamente à Homeopatia, questionei-me, esta é a Visão exactamente de quem? Quem terá pago? (Espero que a peso de ouro, tendo em conta que se tiveram que submeter a um nível jornalístico tão baixo…) Um laboratório incomodado pelo subida de receitas da Boiron?

    Francamente a guerra entre laboratórios desta ou daquela medicina, e os milhões que uns e outros ganham não deveria chegar a todos nós, leitores, sob esta forma de ataque à Homeopatia. Sim porque penso que os senhores, sabem do facto de que a medicina e a ciência, e os ditos estudos científicos são pagos e controlados pela indústria farmaceutica. Ou não o saberão?

    Como leitora assídua da vossa revista sempre vos considerei detentores de uma postura idónia e etica na apresentação das vossas peças jornalísticas. Mas não desta vez. O que li é do mais profundo desrespeito não só pela boa prática homepática, mas também por todos aqueles que procuram a Homeopatia como terapia complementar.

    A medicina meus senhores, tem que ser encarada de uma forma integrativa. A Homepoatia, a Fitoterapia, a Acupunctura e todas as demais terapêuticas não convencionais deverão ser encaradas de uma forma complementar e não substituta. Penso que qualquer profissional competente de qualquer que seja a área da medicina tem esta visão. Sim esta é a Visão correcta! Pena que tenham publicado a visão distorcida de que os homeopatas se tentam substituir às práticas convencionais…. Não me parece nada que assim o seja.

    O tom de escárnio, que é utilizado em cada parágrafo desta peça é escandaloso e extremamente grosseiro para uma revista como a vossa.

    A homeopatia apenas e só poderá ser comprovada com base na Física e não na Química. Aqui reside o vosso engano. Felizmente existem cientistas credíveis com o professor Masaru Emoto que comprova a memória da água, mas mais uma vez aqui as vossas pesquisas parecem ter sido redutoras. Quando quiserem investigar um tema, façam-no assente no paradigma correcto, caso contrário, desculpem-me mas não consigo pensar senão tratar-se de uma profunda incompetência da vossa parte.

    Lamentável, meus senhores. Lamentável.

    Quando pensarem em escrever sobre Homeopatia, não consultem apenas o tal-de-dr-francisco-patrício, e sim confrontem vários argumentos, e investiguem a Física Quântica, pode ser que sejam mais bem sucedidos.

    “Em Ciência são necessários 60 anos, não 30, para que uma ideia nova e revolucionária se afirme. Não só têm de falecer os velhos Professores, como provavelmente, também os seus alunos.”
    Max Planck

    “Qualquer trabalho científico não ortodoxo, quando surge, para os tradicionalistas, queimado numa fogueira ou congelado no frigorífico, tudo serve. É só uma questão de temperatura.”
    Werner Kollath

    Grata pela atenção dispensada, despeço-me desejando-vos melhores práticas jornalísticas.
    Inês Lobo Antunes

    • L says:

      Cara Inês,

      Muito obrigada pelo seu contacto e pela forma cordial com que nos dirige o seu comentário. Permita-me, no entanto, corrigir algumas das suas afirmações:

      A campanha 10:23 Portugal foi composta por cidadãos livres, sem qualquer ligação com a revista Visão. Logo a sua opinião quanto ao trabalho efectuado pelo jornalista responsável pelo artigo sobre homeopatia na última edição da mesma revista, deverá ser dirigida à pessoa e à entidade em questão.

      Tendo disto isto, volto a afirmar os nossos parabéns pela Visão ter decidido não tratar este assunto como se fosse uma questão de opinião e por ter dado primazia ao que a ciência diz.

      Não consigo perceber porque razão a Boiron deverá ficar isenta das críticas que, tão bem identifica como o lobby da indústria. Parece ser uma constante, o desprezo que é dado ao facto da Boiron ser um laboratório farmacêutico como todos os outros.

      Depreendo pelas suas palavras que desconhece todos os estudos feitos aos produtos homeopáticos e a sua eficácia. Não é por acaso que os estudos que mostram efeitos positivos são aqueles apresentados por laboratórios homeopáticos e que estes não são capazes de seguir a metodologia que rege todos os estudos clínicos. Logo, os estudos dos laboratórios homeopáticos são aqueles que estão em falta porque não sobrevivem ao rigor exigido pela ciência.

      É um facto muito infeliz, e que a Visão bem demonstrou, que a prática da homeopatia não seja a que a Inês descreve. Se se der ao trabalho de ler os comentários na revista Visão online sobre este assunto, logo se aperceberá que existem demasiadas opiniões, muitas delas irresponsáveis quanto ao papel que a prática deverá ter na sociedade.
      Mesmo ao nível de instituições, a desinformação e o repúdio pela medicina é por mais evidente. Convido-a a fazer uma busca na net sobre o tema homeopatia em Portugal e decerto encontrará aquilo a que me refiro.

      A homeopatia não está comprovada cientificamente. Está a confundir opiniões, ideias e propostas que não foram reproduzidas, nem tanto pouco verificadas cientificamente. A ideia da memória da água, essa sim, foi totalmente refutada ao ponto de ser embaraçosa para muitos homeopatas.

      A Inês poderá indicar alguns estudos de física quântica que corroboram a homeopatia? Eu, pessoalmente, desconheço esses estudos. E julgo que a maioria dos físicos se sente insultada até ao ver a palavra quântica associada a todo e qualquer tipo de pseudo-ciência. Veja, por exemplo, no caso português, o melhor blog sobre ciência – o de rerum natura.

      As ideias revolucionárias são, talvez, o motor do avanço científico. Mas este nunca se fez sem seguir um método que implica teste e replicação. Nos duzentos anos em que existe a homeopatia, esta nunca sobreviveu a um exame científico. O que não é revolucionário e sim exactamente o contrário, é manter uma ideia que já se viu que não funciona.

      De novo, obrigada pelo contacto,
      Leonor Abrantes

    • Anónimo says:

      lol, investiguem a física quântica, ahahahaha. Vocês com essa conversa não são simplesmente idiotas, são deliciosamente idiotas!

      Como já percebi que não aceitam a sugestão construtiva (a de irem para a escolinha aprender alguma ciência), fica aqui uma sugestão alternativa: ir para a escolinha aprender algo sobre história das ideias e da ciência.

  7. Sofia Amaral says:

    Não podia estar mais de acordo com o que disse a Inês.
    Fiquei chocada ao ler o artigo na visão. Não por pôr em causa a homeopatia mas por publicarem um artigo tão tendencioso.
    Porque se foram lembrar do Sr. Benveniste e não falaram também de LUC MONTAGNIER, vivo, contemporâneo e no activo. Porque Benveniste ganhou dois prémios IgNobel e MONTAGNIER um prémio Nobel?
    Não têm conhecimento das suas últimas descobertas ou terá sido omissão consciente?
    É que talvez os leitores da visão também gostassem de saber o que um prémio Nobel recente acha do seu colega Benveniste. MONTAGNIER refere-se a este como um Galileu moderno muito à frente do seu tempo.
    E a Sr. Palmira Silva deveria esperar humildemente pelos feitos de verdadeiros cientistas e quem sabe aprender com eles. Ou será que já não tem nada a aprender? É porque parece.

  8. Inês Lobo Antunes says:

    Exma. L, e restantes senhores do blog – Homepatia é só agua e açucar. Permita-me apresentar o meu pedido de desculpas pelo facto de me ter dirigido a voces como se tratanto da revista Visão. Seja como for, se me repugnei ao ler o supra referido artigo, em relação à vossa campanha, a repugnância será ainda maior. Acredito que os senhores estejam dotados das melhores das intenções mas francamente parece-me que o vosso nível intelectual é mediocre o suficiente o que inviabiliza estabelecermos uma conversa aberta sobre Física Quântica e os seus avanços na ciência, nomeadamente a explicação em relação a como funciona a Homeopatia. Sim porque julgo que a discussão, seria o “como” e não o “se”, visto em bébés e animais clara e inequivocamente apresentar resultados em quadros agudos e crónicos. Poderiamos trocar umas impressões bastante interessantes, porque sim Exma. L. tenho-me interessado por diversos motivos pela Homeopatia e pela sua maneira de actuar, mas, e não me querendo repetir, temo que seria um esforço em vão pois já percebi pelo nível das vossas respostas, nomeadamente a resposta que deu em relação ao sr. Montagneir, que o efectivamente estou perante um grupo de cidadãos livres altamente ignorantes. Termino dizendo que, por mais que queiram, e até se esforcem muito, jamais a medicina será uma ciência exacta.

    • L says:

      Cara Inês,

      Nenhum de nós defende que a medicina é uma ciência exacta. Mas acreditamos que deverá ser baseada na evidência científica.

      Não sei se voltará aqui. De qualquer forma, peço-lhe se realmente tem algum tipo de gosto pelo conhecimento científico ou mera curiosidade sobre os avanços da ciência, para além de falar insistentemente em física quântica, se não se importa de partilhar esses resultados claros e inequívocos.

      Se tivesse lido os artigos que anexei à resposta anterior, talvez conseguisse perceber que é necessário muito mais que ter um nome ou ter ganho um prémio para que as ideias sejam aceites pela comunidade científica. É assim que é feita a ciência, a sua física quântica também.

      • Mário Jesus says:

        Cara/o L…..

        O maior cego é o que não quer Ver….

        Tornar a Ciência numa religião é acima de tudo fanatismo…
        Provar que funciona ……. porque?
        Provar como funciona ….. porque?
        Funciona….básico….

        A Homeopatia mata … sim tudo o que é feito com ignorância mata até a medicina convencional mata ….

        A liberdade de opinião e de expressão é uma conquista pós anos de Inquisição… não renovem a inquisição com base na fé Na Ciência… como única a ser capaz de dar resposta as perguntas do Homem

        • L says:

          Caro Mário,

          Em que medida estamos a colocar a ciência numa religião? Parece-me exactamente o contrário, que para muita gente a homeopatia é um dogma que não pode ser questionada e que é seguida cegamente.

          O Mário diz que funciona, eu quero saber o que é o leva a dizer isso. A sua palavra não é suficiente, especialmente se vai contra as evidências que não funciona e que os princípios são absurdos.

          Não consegue arranjar um argumento mais substancial que dizer que isto é uma inquisição?

          Não queira é regressar ao período pré-científico onde o que faz as pessoas doentes são os humores e que estes podem ser curados através do animismo.

        • Pedro Homero says:

          Estimado Mário Jesus,
          Diz que o maior cego é o que não quer ver, e equaciona a ciência à religião.

          Tenha a amabilidade de responder a esta pergunta:
          Que seria necessário para o Mário deixar de acreditar na Homeopatia?

          A seguir eu digo-lhe quão fácil seria mudar a minha opinião sobre essa modalidade, e como a partir daí seria um defensor da mesma.

  9. Anónimo says:

    Uma nota de curiosidade. É apenas uma flutuação, ou há mesmo mais mulheres do que homens interessadas em defender estas patetices das homeopatias? É curioso por dois motivos: a) há poucas mulheres em ciências duras (sendo a física a área aonde há menos mulheres); e b) estatisticamente, as mulheres tendem a evitar o confronto intelectual.

    O b) é uma observação casual, é provável que esteja errado. O a) é amplamente conhecido, e duvido que alguém conteste.

  10. Anonimo 2 says:

    Claro anónimo,

    nem eu diria mais!!!!! A não ser que a sr. palmira silva pareça uma VERDADEIRA QUIMIOPATETA e o sr pedro homero a tecla 3 de um tlm.

    • Pedro Homero says:

      Já cá faltavam os insultos, a marca registada dos (felizmente a minoria) defensores da homeopatia menos educados.

      • joão says:

        Marca registada também de alguns anónimos ferozes contra a homeopatia.
        Não associe a marca registada só a uns. Isso é DETURPAR.

        • Anónimo says:

          Cara pessoa,

          a agressividade não é contra a homeopatia, é contra a estúpidez. Estar contra a homeopatia é análogo a estar contra a “prática de ter sonhos molhados” (molhadopatia). Elimine-se os estúpidos, e os aldrabões, e tudo o resto fica, por definição, bem.

  11. L says:

    Caro João,

    O que o leva a dizer que chegaram mais longe? Se ler os links que coloquei verá os problemas que são colocados à proposta de Luc Montagnier e a sua ligação aos princípios da homeopatia.

    De qualquer maneira, convém dizer que antes de dizer como funciona, é necessário provar QUE FUNCIONA.

    • joão says:

      Ah perdão! Não chegaram nada mais longe.
      Todos nós sabemos que a L entende muito melhor deste assunto do que Luc Montagnier. As minhas desculpas não volto a sugerir tal ideia.

      • L says:

        Caro João,

        Como dá muito trabalho abrir o link, faço aqui a transcrição do primeiro link:

        “While not necessarily impacting the validity of the study, its publishing details raise some concerns. It was not published in an established, respected journal. (…) The article is not written in the usual scientific format – it lacks separate sections for Methods, Results, etc. (…) It says it is peer-reviewed, but the speed of the process is worrisome: the Montagnier article was received 3 January 2009, revised 5 January 2009 and accepted 6 January 2009.”

        (…) even assuming the results are valid, they tend to discredit homeopathy, not support it:

        1. By filtration, they were able to determine the particle size of the components that were associated with positive results. There were particles of DNA present, in contrast to high homeopathic dilutions where no molecules of the original substance remain.

        2. Homeopathy postulates effects at most dilutions, with increasing effects as the dilutions become greater. In this study, there were no effects at low dilutions. There were a series of positive effects at high dilutions but the effect size did not increase progressively as the dilution increased. At the highest dilutions, the effect vanished.

        3. They talk about water structures and polymer formations, but acknowledge that these associations appear to be very short-lived. In this study they found that the effects lasted for several hours, sometimes up to 48 hours – but not longer. Homeopathic remedies are not administered within hours of their preparation. They supposedly remain effective for long periods. Most homeopaths say that homeopathic remedies do not require expiration dates and will remain effective indefinitely as long as they are properly stored.

      • Pedro Homero says:

        João, não interessa *quem* diz, interessa *o que* diz. Se alguém está certo, numa afirmação que faz, isso acontece pela validade dessa afirmação, não por ser fulano ou sicrano. O Luc Montagnier fez um estudo de muito má qualidade, pelo que, como não é nenhum deus, terão que ter paciência (ele e o joão) mas vamos apontar os erros onde eles existem.

  12. joão says:

    Que ironia tola. Não dá trabalho nenhum abrir o link. Eu abri e imagine que também o li todo.
    Mas assim como há quem desconfie da homeopatia também eu não acredito piamente em tudo o que leio vindo de fontes ligadas a alopatia. E não é assim tão tendencioso……… E a escolher entre o que uns acham e o que outros deturpam (ou não, porque assim nunca vamos a saber nada) fico por aqui tal como antes estava com a convicção sustentada pela experiência – A MINHA.

    • Pedro Homero says:

      O facto do João usar o termo “alopatia” já diz muito sobre a sua imparcialidade, mas enfim…
      A experiência pessoal não serve como bitola para descobrirmos se algo é verdadeiro ou falso. Lamento, João, mas a realidade é o que é, e não serve. Veja porquê aqui – https://1023portugal.wordpress.com/2011/02/04/os-argumentos-a-favor-da-homeopatia/ – ou aqui – http://www.quackwatch.com/01QuackeryRelatedTopics/altbelief.html , já que lê inglês.

      • L says:

        E já agora fica aqui o link para o estudo http://arxiv.org/PS_cache/arxiv/pdf/1012/1012.5166v1.pdf

        “The process of launching clinical trials in West and South Africa to test new therapeutics is planned. Their efficacy will be monitored by this new test, together with the improvement of more classical parameters, evaluating the full restoration of the immune system.”

        Tendo em conta que o estudo não foi sujeito a peer-review, imagino que virá daqui um novo Mathias Rath

        • Mário Jesus says:

          Os estudos que apresenta são perfeitos e lógicos para a medicina convencional …. mas lamento dizer-lhe não se adequam a Homeopatia … Porque? Simples um verdadeiro Homeopata não trata doenças trata pessoas doentes e estas são singulares …

          Explicar-lhe como funciona … não tenho tempo o meu Curso levou 4 anos a completar com 4h por dia 5 dias por semana e no fim apenas posso concluir que ainda me falta aprender muito…. se querem descobrir aprendam primeiro e depois façam então os estudos

          • L says:

            Sr. Mário,

            Já lhe disse isto uma vez, penso que na Visão:

            Os produtos à venda nas farmácias portuguesas são placebos, comprimidos sem qualquer agente activo, classificados como medicamentos.

            Os vários proponentes da homeopatia asseguram, recorrem de preferência à física ou química quântica (é recorrente em todo o tipo de pseudo-ciência) para explicar porque funciona (nunca dão provas de que funciona) e quando dão, os estudos (feitos por homeopatas) são sempre mal conduzidos.

            Se a prática da homeopatia não pretende ser científica, não pretende vender comprimidos de açúcar como medicamentos – por tudo bem. Não tenho qualquer problema quanto a isso. A questão é que nada do que eu escrevi anteriormente é aquilo que os homeopatas advogam. Estes, na sua maioria, querem provar que a homeopatia é ciência, mas que deve ter uma qualquer isenção, que não deve ser estudada por via do método científico e usam isto para justificar a ausência de eficácia.

          • Pedro Homero says:

            Mário Jesus,
            Devem ser pouquíssimos esses “verdadeiros homeopatas”, pois basta procurar na internet e ver a quantidade deles que afirmam curar uma infinidade de doenças. Aliás, as próprias organizações de homeopatas o fazem, ou pelo menos não criticam que os seus associados o façam.
            A homeopatia pode ser estudada, perfeitamente, porque afirma que tem efeitos práticos; independentemente da teoria por trás, da ‘energia vital’, dos ‘miasmas’, da memória da água, da ideia de diluir+abanão forte = potenciar, independentemente de tudo isso, que pode ser ou não verdadeiro, a homeopatia afirma que consegue tratar doenças.
            Assim sendo, é muito fácil fazer um estudo no qual se descobre se funciona ou não. Veja este exemplo, que copio de um comentário que fiz no facebook da Visão:

            Uma maneira de verificar se a homeopatia de facto funciona é usar um teste aleatório, com um bom número de pacientes, e “duplamente cego”. Mais …abaixo explico o que isto do duplamente cego é.

            Eis o processo:
            1) Arranja-se um conjunto grande de pessoas, vá, 100, por exemplo.

            2) Divide-se esse conjunto em dois grupos, mas aleatoriamente, par um grupo não ter mais idosos, ou mais crianças, ou mais magros, ou mais altos, etc, que o outro. Ao ser aleatório, as diferenças nivelam-se. Quem divide as pessoas em dois grupos não informa mais ninguém de quem fica em cada grupo. Esta informação terá que ficar em segredo até ao fim.

            3) Todas essas pessoas vão ver um determinado homeopata, cada uma numa consulta individual. Nessa consulta, o homeopata faz aquilo que acha que deve fazer, isto é, faz a sua consulta, faz as perguntas que considera pertinentes, enfim, faz o seu trabalho. No final, chega a uma conclusão e recomenda ao paciente o produto homeopático exacto, e individualizado, para a saúde desta pessoa específica. Faz isto com cada uma dessas pessoas. Relembro que o homeopata não sabe se a pessoa que lhe está à frente pertence a um grupo ou ao outro. Está “cego” em relação a esta questão.

            4) Cada um dos pacientes vai a uma farmácia pré-definida para aviar a receita individualizada que o homeopata lhe deu. O paciente não sabe se pertence a um grupo ou ao outro, e o farmacêutico que o recebe, na farmácia, também não. Estão “cegos” em relação a esta questão.

            5) O farmacêutico vai lá dentro e entrega a receita a outra pessoa. Este pessoa que está lá atrás é a única, neste processo todo, que tem uma informação vital – a lista de pessoas, e o grupo a que cada pessoa pertence. SE o paciente que trouxe esta receita pertence ao grupo 1, o profissional na parte de trás da farmácia entrega ao farmacêutico que interage com o paciente o tratamento homeopático correcto. SE o paciente pertencer ao grupo 2, é-lhe dado um frasco exactamente igual, mas com bolinhas de açúcar, sem a gota de água homeopática.

            6) Cada paciente vai para sua casa e toma o medicamento que recebeu, seguindo as ordens do homeopata que o atendeu.

            7) Cada paciente reporta ao homeopata as melhorias que sentiu e o avançar da sua situação. Essa informação é compilada pelo homeopata e entregue a uma pessoa ou equipa de estatísticos que vai analisar esses dados.

            8) Uma vez analisados os dados, esta análise é entregue à pessoa que tem a lista de quem pertence a que grupo.

            Sempre que isto foi feito, para a homeopatia, a percentagem de pacientes, num grupo e no outro, que reportou melhorias foi estatisticamente igual.
            Que conclusão se pode tirar daqui? Que os comprimidos homeopáticos não são diferentes de simples bolinhas de açúcar.

          • Pedro Homero says:

            Outra coisa… se a homeopatia não cura doenças, como explica a existência deste site tão conceituado – http://abchomeopathy.com/r.php/Con ?
            Já viu, a cicuta parece curar cancro, segundo estes homeopatas!

  13. anonimo says:

    ó filósofo,

    a tua amiginha palmirinha também chama homeopatetas, não tens nada a dizer quanto a isso?

    • Pedro Homero says:

      Vamos admitir esse comentário ignorante (Homero era poeta, e não filósofo) e o tom jocoso: já critiquei, nos comentários em vários sites de meios de comunicação social e no facebook esse termo. Não o uso, pessoalmente. Seja como for, diferentes pessoas têm diferentes maneiras de se exprimir (e diferentes níveis de pachorra para aturar certas coisas). Por outro lado, a Palmira Silva responde sempre com factos, algo que certos anónimos, que não têm a coragem de dizer o seu nome ou pelo menos a amabilidade de inventar uma alcunha, para mais fácil referência, fazem. Diferenças.

  14. Anonimo 2 says:

    ainda bem que não tenho a palmira como minha Prof.ª de Química.

    os meus Prof.s de Química (Geral, Bioquímica- entre outras) além de serem educados têm uma postura que dignifica essa classe.

  15. Tiago Chabert says:

    Infelizmente, tal como em demasiadas áreas da vida quotidiana do inicio deste século XXI, a esfera de actuação na “saúde” está dominada por monopólios do poder que com grande afinco e constâncias vão fazendo tudo o que estiver ao seu longo alcance para conservar, manter e aumentar a sua esfera de influência e domínio. Como tal, desde o ensino, passando pela legislação e consequente controlo do mercado, até aos valiosíssimos mass media (meios de comunicação de massas) é exercido um poder de persuasão que leva a sociedade a crer que o sistema vigente é o melhor possível e, mais importante, que este sistema e as instituições que o representam praticam a única forma verdadeira de “saúde” – nomeadamente a medicina dita científica.

    Desta forma está estabelecido, ou vai-se estabelecendo a cada notícia e artigo publicados e a cada informação contrária censurada, que a única forma de combater a doença é através de medidas extremas (cirurgia, radiação, quimioterapia) e tóxicas (antibióticos, vacinas e todo o tipo de drogas) e que estas devem ser vistas como grandes avanços não só da medicina mas da própria humanidade, medidas sem as quais esta estaria para sempre perdida.

    No meio deste ambiente tóxico e que promove a autoridade do Estado (de todos os interesses que o comandam) em detrimento da autoridade do indivíduo (do cidadão comum) vão-se tornando evidentes os casos cada vez mais numerosos e precoces de todo o tipo não só de doenças súbitas mas sobretudo de doenças crónicas e incuráveis (segundo a linguagem politicamente correcta, a censura moderna dos países ditos livres).

    É muito difícil convencer alguém que esteja intelectualmente associado à mentalidade moderna (mediática, “científica”, colectivista) dos perigos que se escondem por detrás de tanto “progresso”. Mas é facilmente evidente, para quem esteja disposto a ver, que o ser humano não está mais saudável do que em séculos passados. Há mais quantidade de tratamentos, meios tecnológicos, especialidades de estudo e de aplicação farmacêutica, mais publicações científicas e associações de ajuda a doenças específicas, mais classificações patológicas e criação de “síndromes”, mais especialidades médicas, mais controlo do exercício médico, maior controlo na qualidade de produção de medicamentos, maior administração de medicamentos, mais vacinas, mais antibióticos… no entanto a sociedade permanece doente. Não só doente como tão doente ou mais do que há apenas umas décadas atrás em que era, por exemplo, inédito saber-se de uma criança insulino-dependente.

    A ciência moderna transformou-se numa religião, uma religião sem Deus, mas que não carece de bíblias (The Lancet, Nature, Science, etc…) nem de dogmas centrais (ADN, agentes patogénicos) nem de bispos e sacerdotes (os seus representantes institucionais), nem de monges (os investigadores reclusos nos seus laboratórios). E os representantes e fiéis seguidores desta religião mundial levam muito a peito o facto de nem todos nós aceitarmos sem questionamento a “verdadeira” fé.

    A verdadeira ciência é acima de tudo uma atitude mental e filosófica, que tem como função a experimentação de forma a conhecer as leis e o funcionamento da Natureza e estabelecer uma base comum de entendimento, linguagem e conhecimento. Por isso é necessário distinguir entre o verdadeiro cientista, aquele que está aberto ao mistério e à dúvida e que procura expandir a sua esfera de conhecimento e possibilidades através do uso das suas faculdades mentais e do método científico, e o “falso” cientista – o científico – aquele que conhece exclusivamente através do que lê (em publicações controladas pela indústria) e do que lhe é dito pelos seus mestres e que aceita apenas aquilo que a sua mente pode conceber e apenas na linguagem que lhe é própria. O científico tem a certeza, não duvida, pelo menos nunca duvida do essencial. E como tal vê-se justificado em ridicularizar tudo que é, aos seus olhos, evidentemente contrário à sua fé. O seu poder vem da ilusão da maioria, da sua opinião ser partilhada por todos os que se dizem fiéis, da pura adesão ao estabelecido. Claro está que é mais fácil ser um científico do que um verdadeiro cientista – mas esses que se preocupem em arranjar financiamento e apoio logístico para os seus estudos – o científico está sempre a salvo, para quê arriscar? O melhor é avançar com os temas que importam – os que dão dinheiro, fama e prestígio.

    O problema da ciência se ter tornado uma religião (cujos escritos se encomendam mediante a quantidade necessária de poder) e de ser usada como justificação para a ridicularização de tudo o que não encaixe na estreitíssima visão dos seus fiéis seguidores e dos interesses daqueles que a comandam, é muito mais amplo do que o simples ataque à homeopatia.

    O problema, a meu ver, é que esta ridicularização é muito abrangente e justifica, por sua vez, o desrespeito e o ataque a tudo o que não se paute exclusivamente, em princípio ou em acto, pelas teorias científicas vigentes. E isso aponta para a verdadeira ameaça, e para a intenção última dos ataques a tudo o que é “alternativo”: a criação de legislação baseada em teorias científicas (por natureza transitórias) e não em princípios éticos imutáveis. Isto coloca o poder da legislação nas mãos dos poucos que produzem “a ciência” e coloca-nos no caminho certo para uma ditadura tecnocrática.

    Muito acima da ciência ou da fé deve estar o respeito pela liberdade, sem a qual não existe dignidade humana.

    Com os melhores cumprimentos,
    Tiago Chabert

    • L says:

      Caro Tiago,

      É extraordinário que se queira ignorar a história, que se esqueça dos avanços e progressos que nos colocaram hoje num patamar onde a mortalidade infantil é uma raridade em boa parte do mundo, onde a esperança média de vida é hoje aquilo em que momento algum no nosso passado conseguimos alcançar.

      É desprezo pelo conhecimento ou talvez um sentimento saudosista de um passado que nunca existiu, que se mantenha uma posição dogmática face às evidências, e que se veja a informação como um ataque à liberdade. Isso sim é sinónimo de uma crença quase religiosa, porque se existissem provas que a homeopatia é eficaz, a ciência prontamente o diria. A ciência não faz afirmações absolutas, mas reconhece quando se depara com uma ideia que nunca mostrou efeitos para além do placebo.

      Ao não se conseguir demonstrar que uma ideia obsoleta funciona, então a única hipótese é virar-se contra aquilo que a desprova

      Receio que as suas palavras sejam o espelho de um movimento que se pauta por uma luta manifestamente contra a ciência e, diria mesmo, contra a Razão.

  16. Anónimo says:

    ahahahaha. Um mentecapto feito lençol de texto

    • Tiago Chabert says:

      O Sr. Anónimo é muito corajoso e breve… Terá, concerteza, um comportamento idêntico na sua actividade sexual.

      • Anónimo says:

        este seu comentário não me surpreende. O seu pensamento infantil e grosseiro permite-lhe fazer asserções acerca daquilo sobre o qual não tem nenhuma evidência. Não tem, e suponho que nem sequer esteja interessado em ter. Evidências são coisas que não lhe interessam. Tudo o que importa é colar um texto que o conforte na sua ignorância colossal. A ver vamos, a vida é muito linda quando todos podemos ter razão e tudo pode ser verdade. Ó, olha para mim, acabei de mandar para o lixo a ciência com este lençol de merda. Mais ciência fazia-lhe bem à cabecinha, mas não deve estar preparado.

        Repare, o meu comentário reportou-se à análise de uma evidência: lençol de texto mentecapto.

        • Pedro Homero says:

          Anónimo:
          1) Faça o favor de usar um nome, nem que seja pseudónimo, para sabermos quem é quem.
          2) Se não tem argumentos válidos para responder e comentar, então abstenha-se. Não cai nas tácticas dos difamadores.
          2) Exigo-lhe que mantenha um mínimo de decoro e educação nos seus comentários. Tem uma hipótese de ser mal-criado, e já a gastou. Não volte a repetir, por favor.

          Tiago:
          1) Responderei ao seu longo comentário inicial quando tiver tempo. Já é tarde e não vou poder fazê-lo agora, não porque seja particularmente difícil – o que afirma é até bastante fácil de refutar – mas são muitos tópicos para quem, neste momento, tem que se despachar, como é o meu caso.
          2) Sugiro-lhe que não desça ao nível do comentador anónimo; não eleva o debate, pelo contrário.

          • Pedro Homero says:

            Errata – Não *caia* nas técnicas

          • Anónimo says:

            tu é que sabes como gostas de perder o teu tempo.

            • Tiago Chabert says:

              Sr. Anónimo: É verdade que a minha resposta ao seu comentário foi grosseira e que o fiz só para me rir…
              Na verdade devia ter-lhe agradecido porque parece-me que resumiu muito bem a atitude geral desta campanha política no que respeita à opinião dos outros (sim, opinião – a que nasce da experiência e observação pessoais e não da ciência, essa que parece transcender a necessidade ou validade da experiência pessoal).
              Talvez esteja enganado, mas parece-me que o Pedro Homero (ou qualquer outro moderador deste blog) me vai dizer o mesmo que o Sr. me disse, ainda que de forma mais educada, extensa e justificada.
              Aqui fica a minha sincera gratidão pelo alerta acerca de como uso o meu tempo.

  17. Tiago Chabert says:

    Cara L.,
    O vosso movimento político, que de científico não tem nada, pauta-se por uma negação obstinada das provas científicas que revelam a acção positiva de uma especialidade médica, e como tal nega a razão e a própria ciência. A repetição ad nauseum de uma mentira não a torna verdade. Tal como a L. disse: “A ciência não faz afirmações absolutas”; mas os senhores fazem-no, em nome da ciência.

    Mas o meu problema não é com o vosso ataque à homeopatia, é mesmo com o vosso discurso totalitarista. Ao considerarem os inúmeros indivíduos que utilizam outra forma de se tratar, que não exclusivamente a medicina Estatal, como de alguma forma mentalmente débeis ou crédulos estão a desrespeitar a liberdade de escolha fundamental das pessoas em geral (a longo prazo minando a vossa própria liberdade).

    O movimento político 10:23 Portugal é um franchise tipo McDonald’s e serve, gritantemente, os interesses de monopólio político na “saúde” que estão bem presentes na Europa e no mundo. Ao fazerem-se passar por um movimento popular/académico insultam a inteligência das pessoas e, infelizmente, a vossa também.

    Não desprezo o conhecimento nem a ciência, desprezo a propaganda e a manipulação da opinião pública disfarçada como “interesse do bem-comum”.
    E sim, considero a informação como ataque à liberdade se essa informação for parcial e distorcida como é o caso da vossa publicidade e do artigo da revista popular na qual participaram.

    • Pedro Homero says:

      Ainda não tive, infelizmente, tempo para responder condignamente ao Tiago; vejo que a L. já respondeu, no entanto.
      Todos esses seus argumentos, Tiago, são muito interessantes mas, em última análise, vazios. O que o Tiago precisa de fazer, se quiser que as suas ideias sejam validadas e tidas em consideração, é apresentar provas sólidas de que:
      a) a homeopatia funciona
      b) temos um discurso totalitarista
      c) estamos a desrespeitar a liberdade de escolha das pessoas
      d) não somos um movimento popular/académico, apenas que nos fazemos passar por tal
      e) a informação que passamos é parcial e distorcida
      f) a ciência é uma religião.

      Para dizer a verdade, basta que prove o ponto A.

    • Pedro Homero says:

      “O vosso movimento político, que de científico não tem nada, pauta-se por uma negação obstinada das provas científicas ”

      Venham elas; estamos cansados de dizer isto, há semanas. Venham essas provas de uma vez por todas.

  18. Tiago Chabert says:

    Caro Pedro Homero,

    Aqui estão as provas que a vossa campanha insistentemente teima em negar.

    A Lei de Avogadro não prova a ineficácia da Homeopatia e muito menos o faz a meta-análise de Shang et al que muita gente na comunidade científica (peers! …as in review) apontou como altamente tendenciosa, criticando o editor do Lancet por deixar passar um estudo com tamanhas falhas metodológicas e falta de transparência. (O mesmo que é citado pelo Dr. Maravilha, no belo artigo da Visão que publicitou o vosso movimento político, como prova máxima da ineficácia da Homeopatia).

    A questão séria é esta: será que o vosso orgulho tendencioso e firme decisão em manipular a opinião pública vos vai impedir de colocar estas provas com o mesmo destaque que a vossa “Evidência científica contra a Homeopatia”? Um link ao lado deste último com o título “Evidência científica a favor da Homeopatia”…?

    Ficaria sinceramente surpreso se o fizessem e, isso sim, seria informar o público.

    _____________________________________________________

    REVISÕES SISTEMÁTICAS:

    Diarreia Infantil
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    Febre dos Fenos
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    3. Taylor MA, Reilly D, Llewellyn-Jones RH, et al. Randomised controlled trials of homoeopathy versus placebo in perennial allergic rhinitis with overview of four trial series. British Medical Journal 2000; 321: 471–476.
    4. Wiesenauer M, Lüdtke R. A meta-analysis of the homeopathic treatment of pollinosis with Galphimia glauca. Forschende Komplementärmedizin und Klassische Naturheilkunde 1996; 3: 230–236.
    Tratamento da Gripe
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    Íleo Pós-Operatório
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    Infecção do Trato Respiratório
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    Fissura Anal
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    Entorse de Tornozelo
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    Gripe
    35. Ferley JP, Zmirou D, D’Adhemar D, Balducci F. A controlled evaluation of a homoeopathic preparation in the treatment of influenza like syndromes. British Journal of Clinical Pharmacology 1989; 27: 329–335.
    36. Papp R, Schuback G, Beck E, et al. Oscillococcinum in patients with influenza-like syndromes: a placebo-controlled double-blind evaluation. British Homeopathic Journal 1998; 87: 69–76.
    37. Brydak LB, Denys A. The evaluation of humoral response and the clinical evaluation of a risk-group patients’ state of health after administration of the homeopathic preparation Gripp-Heel during the influenza epidemic season 1993/94. International Review of Allergology and Clinical Immunology 1999; 5: 223–227.
    38. Rottey EED, Verleye GB, Liagre RLP. The effect of a homeopathic preparation in the prevention of flu symptoms: a randomized double-blind trial in primary care practice. Tijdschrift Integrale Geneeskunde 1995; 11: 54–58.
    Sindrome do Cólon Irritável
    39. Rahlfs VW, Mössinger P. Asa foetida in the treatment of the irritable colon – a double-blind trial. Deutsche medizinische Wochenschrift 1978; 104: 140–143.
    Insuficiência Renal
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    Lombalgia
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    Cefaleia (Enxaqueca)
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    Dores Musculares
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    Obesidade
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    Osteoartrite
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    Otite Média
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    Fasceíte Plantar
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    Inchaço, Dor ou Hematoma Pós-Operatório
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    Hemorragia Pós-Parto
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    Problemas de Lactação Pós-Parto
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    Sindrome Pré-Menstrual
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    Prurido
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    Dermatite Induzida Por Radioterapia
    57. Balzarini A, Felisi E, Martini A, De Conno F. Efficacy of homeopathic treatment of skin reactions during radiotherapy for breast cancer: a randomized, double-blind clinical trial. British Homeopathic Journal 2000; 89: 8–12.
    Infecção do Trato Respiratório
    58. Steinsbekk A, Fønnebø V, Lewith G, Bentzen N. Homeopathic care for the prevention of upper respiratory tract infections in children: a pragmatic, randomized, controlled trial comparing randomized homeopathic care and waiting-list controls. Complementary Therapies in Medicine 2005; 13: 231–238.
    Dermatite Seborreica
    59. Smith SA, Baker AE, Williams JH. Effective treatment of seborrhoeic dermatitis using a low dose, oral homeopathic medication consisting of potassium bromide, sodium bromide, nickel sulfate, and sodium chloride in a double-blind, placebo-controlled study. Alternative Medicine Review 2002; 7: 59–67.
    Septicemia (Sepsis)
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    Sinusite
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    Estomatite
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    Secreção Traqueal
    65. Frass M, Dielacher C, Linkesch M, et al. Influence of potassium dichromate on tracheal secretions in critically ill patients. Chest 2005; 127: 936–941.
    Veias Varicosas
    66. Ernst E, Saradeth T, Resch KL. Complementary therapy of varicose veins – a randomized, placebocontrolled, double-blind trial. Phlebology 1990; 5: 157–163.
    Vertigem
    67. Issing W, Klein P, Weiser M. The homeopathic preparation Vertigoheel versus Ginkgo biloba in the treatment of vertigo in an elderly population: a double-blinded, randomized, controlled clinical trial. Journal of Alternative and Complementary Medicine 2005; 11: 155–160.
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    ESTUDOS NÃO-RANDOMIZADOS

    Insuficiência Cardíaca
    69. Schroder D, Weiser M, Klein P. Efficacy of a homeopathic Crataegus preparation compared with usual therapy for mild (NYHA II) cardiac insufficiency: results of an observational cohort study. European Journal of Heart Failure 2003; 5: 319–326.
    Febre Infantil
    70. Derasse M, Klein P, Weiser M. The effects of a complex homeopathic medicine compared with acetaminophen in the symptomatic treatment of acute febrile infections in children: an observational study. Explore (NY) 2005; 1: 33–39.
    Common cold
    71. Schmiedel V, Klein P. A complex homeopathic preparation for the symptomatic treatment of upper respiratory infections associated with the common cold: An observational study. Explore (NY) 2006; 2: 109–114.
    Dismenorreia
    72. Witt CM, Lüdtke R, Willich SN. Homeopathic treatment of patients with dysmenorrhea: a prospective observational study with 2 years follow-up. Archives of Gynecology and Obstetrics 2009; 280: 603–611.
    Cólicas Gastrointestinais
    73. Müller-Krampe B, Oberbaum M, Dipl-Math PK, Weiser M. Effects of Spascupreel versus hyoscine butylbromide for gastrointestinal cramps in children. Pediatrics International 2007; 49: 328–334.
    Febre dos Fenos
    74. Goossens M, Laekeman G, Aertgeerts B, Buntinx F. Evaluation of the quality of life after individualized homeopathic treatment for seasonal allergic rhinitis. A prospective, open, non-comparative study. Homeopathy 2009; 98: 11–16.
    Cefaleia (Dores de Cabeça)
    75. Walach H, Lowes T, Mussbach D, et al. The long term effects of homeopathic treatment of chronic headaches: one year follow-up and single case time series analysis. British Homeopathic Journal 2001; 90: 63–72.
    76. Witt CM, Lüdtke R, Willich SN. Homeopathic treatment of chronic headache (ICD-9: 784.0) – a prospective observational study with 2-year follow-up. Forschende Komplementärmedizin 2009; 16: 227–235.
    Insónia
    77. Waldschütz R, Klein P. The homeopathic preparation Neurexan vs. valerian for the treatment of insomnia: an observational study. Scientific World Journal 2009; 8: 411–420.
    Lombalgia
    78. Witt CM, Lüdtke R, Baur R, Willich SN. Homeopathic treatment of patients with chronic low back pain: a prospective observational study with 2 years’ follow-up. Clinical Journal of Pain 2009; 25: 334–339.
    Lesões Musculo-Esqueléticas
    79. Schneider C, Schneider B, Hanisch J, van Haselen R. The role of a homoeopathic preparation compared with conventional therapy in the treatment of injuries: an observational cohort study. Complementary Therapies in Medicine 2008; 16: 22–27.
    Ansiedade
    80. Hubner R, van Haselen R, Klein P. Effectiveness of the homeopathic preparation Neurexan compared with that of commonly used valerian-based preparations for the treatment of nervousness/restlessness – an observational study. Scientific World Journal 2009; 9: 733–745.
    Otite Média
    81. Friese K-H, Kruse S, Lüdtke R, Moeller H. The homoeopathic treatment of otitis media in children – comparisons with conventional therapy. International Journal of Clinical Pharmacology and Therapeutics 1997; 35: 296–301.
    Psoríase
    82. Witt CM, Lüdtke R, Willich SN. Homeopathic treatment of patients with psoriasis – a prospective observational study with 2 years follow-up. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology 2009; 23: 538–543.
    Infecção do Trato Respiratório
    83. Ammerschlager H, Klein P, Weiser M, Oberbaum M. Behandlung von Entzündungen im Bereich der oberen Atemwege – Vergleich eines homöopathischen Komplexpräparates mit Xylometazolin [Treatment of inflammatory diseases of the upper respiratory tract – comparison of a homeopathic complex remedy with xylometazoline]. Forschende Komplementärmedizin und Klassische Naturheilkunde 2005; 12: 24–31.
    84. Haidvogl M, Riley DS, Heger M, et al. Homeopathic and conventional treatment for acute respiratory and ear complaints: a comparative study on outcome in the primary care setting. BMC Complementary and Alternative Medicine 2007; 7: 7.
    Sinusite
    85. Witt CM, Lüdtke R, Willich SN. Homeopathic treatment of patients with chronic sinusitis: a prospective observational study with 8 years follow-up. BMC Ear Nose and Throat Disorders 2009; 9: 7.
    Tendinopatia
    86. Schneider C, Klein P, Stolt P, Oberbaum M. A homeopathic ointment preparation compared with 1% diclofenac gel for acute symptomatic treatment of tendinopathy. Explore (NY) 2005; 1: 446–452.
    Vertigem
    87. Klopp R, Niemer W, Weiser M. Microcirculatory effects of a homeopathic preparation in patients with mild vertigo: an intravital microscopic study. Microvascular Research 2005; 69: 10–16.
    Infecções Virais
    88. Rabe A, Weiser M, Klein P. Effectiveness and tolerability of a homoeopathic remedy compared with conventional therapy for mild viral infections. International Journal of Clinical Practice 2004; 58: 827–832.

    • Pedro Homero says:

      Por fim, alguma coisa concreta.
      A sua negação da importância da Lei de Avogadro não prova a eficácia da homeopatia (da mesma maneira que não prova a ineficácia). Esta constante sugere que não haverá mecanismo pelo qual, para lá dessa diluição, possa existir um efeito, seja ele qual for.
      As críticas à meta-análise de Shang et al são conhecidas, e facilmente refutáveis. A (longa) lista de estudos que apresenta serão analisados um por um e comentados. Permita-nos algum tempo para o fazer, porque, como compreenderá, gasta-se muito menos tempo a fazer copy paste de uma lista de estudos que se encontrou num site pró-homeopatia do que… a lê-los e confirmar que as conclusões a que chegam são de facto coincidentes com os factos que aparecem lá dentro do estudo.

    • Pedro Homero says:

      Ah, esqueci-me de uma coisa: a sua sugestão, Tiago, é muito boa e vem aliás no seguimento da nossa intenção, isto é, de fazer um link com estudos considerados “positivos” em relação à homeopatia e a respectiva explicação/crítica, Ainda não foi feito por falta de tempo, mas irá ser feito, não se preocupe, e será com base nesta sua lista!

    • L says:

      Caro Tiago,

      Em momento algum dissemos que era a lei de Avogadro que prova a ineficácia da homeopatia. E referimos sempre mais estudos que o artigo da Lancet, como o senhor bem viu na página de Evidência científica contra a homeopatia, com links para os diferentes estudos para que possam ser consultados directamente e, caso haja algo que queiram contestar, ser feito directamente naquela página.

      Vamos publicar sim. Mas para as coisas serem mais rápidas precisamos dos links. Gostamos de ver os testes em questão – nem sempre o que está anunciado no título indica o resultado e para ver a metodologia usada (a maior falha dos testes clínicos que demonstram efeitos positivos é a metodologia – como se lê nas meta-análises da página já citada). Por uma questão de honestidade e transparência – o contrário daquilo que nos acusa – esforçamo-nos sempre por colocar os links dos estudos para que vejam que não inventamos nada.

      Se nos quiser enviar os links agradecemos, caso contrário, a procura vai demorar algum tempo.

      Aguardamos a sua resposta. Se preferir pode enviar um e-mail directamente para mim ou para o Pedro – os endereços estão na página de contactos.

      [edit: entretanto o Pedro já respondeu, mas disse exactamente o mesmo]

  19. Tiago Chabert says:

    Meus amigos,
    São muito engraçados…
    Todos os estudos que provam a eficácia da Homeopatia estão mal feitos… É este o vosso fundamento teórico. A vossa retórica é circular: o vosso ponto de partida é o vosso ponto de chegada.
    Deve-vos saber muito bem dobrar a lógica a vosso belo prazer. Que sensação de poder vos deve dar… mas não passa de masturbação mental.
    ….
    Que soberba arrogância a de se auto-proclamarem senhores da Verdade. Pensam que podem criar um consenso daquilo que define o que é Verdade. Vocês não definem nem podem alterar a Realidade. Ela simplesmente É, sempre Foi e sempre Será. E está muito além da compreensão da ciência ortodoxa ou das práticas médicas alopáticas (que de ciência têm pouco ou mesmo nada).
    A ciência não define a Realidade, meus amigos, simplesmente tenta estudá-la e compreendê-la, e a ciência ortodoxa moderna ocidental é apenas uma das muitas formas de compreender a Realidade. E até nesta forma estreitíssima e altamente tendenciosa e autoritária de definir a ciência a Homeopatia se prova eficaz – imagine-se se for estudada segundo os seus próprios princípios…

    O que mais me entristece é que pessoas obviamente inteligentes como vocês se dediquem a algo tão estreito como esta “causa”.
    Que sejam felizes e que possam viver em paz com as vossas decisões. Mas, quando um dia despertarem para o verdadeiro serviço à Humanidade, cá vos espero na luta pela Liberdade.
    Até breve,
    T

    • L says:

      Eu não sei se todos os estudos que colocou no seu comentário anterior estão mal feitos. Eu ainda não tive oportunidade de os procurar quanto mais ler. Se pedir ligações ou tempo para verificar aquilo que diz é seguir uma lógica circular, é porque não entendemos o termo lógica e evidência científica da mesma maneira.

      Todos os estudos que mostram resultados positivos e que tenha visto até agora, ou são estudos que apresentam falhas metodológicas ou não são sequer estudos. Isto não quer dizer que na lista que enviou não esteja, afinal, os tais resultados que o Tiago anunciou serem as provas científicas da eficácia da homeopatia. Pela sua reacção, calculo que não esteja muito seguro disso. Parece que nem se deu ao trabalho de ver o que os estudos diziam e de se assegurar que são bem feitos metodologicamente.

      O que não deixa de ser curioso é a incoerência de classificar a ciência como uma “forma estreitíssima e altamente tendenciosa e autoritária” e depois pedir para a homeopatia ser isenta do método científico – que tem de ser analisada segundo os seus próprios princípios. Ou seja, a ciência tem de tender para o lado da homeopatia…

      O Tiago acha que é tempo mal empregue a informar as pessoas sobre a homeopatia. Eu acho que se realmente a homeopatia tivesse evidências para a sua eficácia, os seus proponentes teriam argumentos de peso, não estaríamos a ter esta discussão e esta página nem sequer existiria.

      Se não se importa, vamos aproveitar a sua lista de qualquer maneira. A nossa “causa estreita” tem como suporte a evidência científica e iremos perder o nosso tempo a analisar os estudos que a nossa “campanha insistentemente teima em negar”.

      • Tiago Chabert says:

        Pois… e são vocês que definem o que são “argumentos de peso”… Está bem.
        E as falhas metodológicas, são vocês que as topam ou lêem nas conclusões dos críticos?
        É como um jogo em que quem é arbitro também aposta.

        Usem a lista à vossa vontade e lamento não vos dar os links. Se soubesse que era para algum propósito idóneo (isento de motivações políticas) até dedicaria mais esforço a contribuir para este esclarecimento. Mas neste ponto estamos em posições diametralmente opostas – por um lado está o discurso do poder (que há muito controlou o ambiente académico), por outro o do pensamento livre (que há-de ganhar mais força à medida que o sistema for ruindo sobre a suas próprias bases, que há muito apodreceram).

        Concluo a minha participação com o seguinte pensamento (que certamente irá ser tão bem recebido aqui como a luz directa nos olhos de quem está a dormir e ainda não quer acordar):

        Uma parte do que hoje em dia passa por “facto científico” não passa de uma construção social (aceite por consenso). O que é ou não é verdade é, hoje em dia, determinado pelo prestígio científico de quem o afirma, pelas predilecções de juízes e editores de publicações (ou qualquer mass media) e por interesses de monopólio económico e político. Um cientista (ou simples mortal) que ouse desafiar o status quo torna-se uma persona non grata, é banida das publicações, da participação em conferências, em suma: marginalizada. É desta forma que o poder dá ares de coerência.

        • Pedro Homero says:

          O seu último parágrafo, Tiago, coloca-o ao nível daqueles que vêm teorias de conspiração por todo o lado. Arrisco-me a pensar que nada o demoverá da sua posição (ao contrário dos totalitários racionalistas e reduccionistas, deste lado, que aceitarão a homeopatia no dia em que ela for provada inequivocamente, e não com estudos que, no máximo, e quando são bem feitos, mostram uma flutuação estatística ligeiramente melhor que um placebo, algo que – mais tarde ou mais cedo – acontece em todo o tipo de estudos, e não prova nada) e que nunca aceitará a hipótese de que talvez – só talvez – esteja errado. Sendo assim, é improvável que venha a ler ou a dar atenção ao post que iremos fazer no qual analisaremos todos os estudos que indica (desde que seja possível chegar gratuitamente ao textos dos mesmos). Curioso, no entanto, que tenha simplesmente espetado aqui uma lista de estudos sem os comentar. Será que os leu ou fez copy paste de um site qualquer?

    • Anónimo says:

      “Todos os estudos que provam a eficácia da Homeopatia estão mal feitos…”

      Parece-me uma boa base de trabalho. Rejeitar à partida aquilo que as evidências até então sugerem ser absurdo (estúpido e ridículo). Mas já agora, o fundamento teórico da homeopatia é…. (ahahaahahahaha)

      Repare lá, isto é parecido com os fulanos que afirmam construir máquinas perpétuas da segunda espécie (e até da primeira espécie!)

      O fundamento teórico é muito importante para não se perder tempo com estupidezes, está a ver.

  20. Tiago Chabert says:

    Henry Mintzberg um dia escreveu: adoptar uma estratégia é como colocar palas aos cavalos, permite concentrar os esforços numa direcção, mas de vez em quando temos de tirar as palas, para confirmar que os pressupostos continuam válidos, sob pena de ela ter deixado de ser útil e razoável, e chocarmos violentamente contra a realidade.
    Acrescento: a não ser que a estratégia seja puramente política e o objectivo seja mesmo chocar violentamente contra a realidade. Nesse caso, é só seguir em frente e fazer tudo para desconsiderar o oponente.
    Vocês são bons políticos, mas não são bons cidadãos.

    • L says:

      Como tudo o que tem dito até agora, são palavras que são tiradas do ar, não tem qualquer fundamento para afirmar aquilo que diz.

    • Anónimo says:

      Epá, essas citações de um (e lambidelas safadas num) gajo qualquer para dar um ar mais erudito a uma algaraviada aleatória, também não me surpreendem. É consentâneo com a desonestidade intelectual. Uma enfermidade terrível. Não costuma ter cura. Ou melhor, suponho que tenha cura, mas nunca ouvi um relato nesse sentido!

  21. Tiago Chabert says:

    Idem…

  22. Sofia Amaral says:

    “…“É só água com açúcar” é um slogan, não tem que ser 100% correcto…”
    (Pedro Homero in Caixa de Reclamações)

    Isto diz muito sobre esta palhaçada!

    • L says:

      Caro Pedro Nunes,

      O artigo de opinião que indica vale a pena ler porque é revelador da fragilidade dos argumentos para a homeopatia? Porque defende uma coisa com argumentos de outra? Porque faz uso de uma palavra cujo significado o autor aparentemente desconhece?

    • T. says:

      Bom artigo, Pedro!

  23. Pedro Nunes says:

    Cara L.

    Por acaso não é por nenhuma dessas razões. Mas se pensar um bocadinho descobre diversas outras.
    Pela minha parte, só não percebi qual é a palavra cujo significado o autor desconhece a que se refere. Mas também não deve ser importante.

    Obrigado.

  24. Marcelo says:

    Curiosa essa discussão aí em Portugal. Aqui no Brasil há opiniões diversas e acho isso salutar, afinal, são escolhas que cada um de nós faz e somos responsáveis por elas. Ou pelo menos deveríamos ser. Não sou contra a alopatia, aliás, as 2 especialidades deveriam andar juntas e almejar somente nós, pacientes. Mas por aqui, costumo comparar consultórios médicos de alopatas e homeopatas. Em alguns consultórios de alopatas, não todos é claro, quando estamos na sala de espera antes do atendimento, é muito comum que esperemos que 3 ou 4 representantes de laboratórios (normalmente laboratórios estrangeiros) entrarem antes de nós para fazer a propaganda dos mais recentes lançamentos das indústrias que eles representam. Ali, junto aos seus clientes (médicos), eles divulgam seu produto e os últimos lançamentos da empresa. Às vezes ganho algum medicamento gratuitamente desses médicos (que normalmente não utilizo). Curiosamente, nas ante salas dos cosultórios homeopáticos, não há representantes para apresentar os últimos lançamentos ds homeopatia. E consequentemente, não há patrocínio para custeio de viagem e hospedagem de homeopatas para os congressos mais longínquos. O mesmo não se aplica a alguns alopatas, que, patrocinados por esses laboratórios, são representantes dos mesmos junto a seus pacientes o que torna essa relação meramente comercial. Quando vejo a classe médica e o governo restringindo a atuação dos homeopatas, credito isso ao fato de que a homeopatia não é tão rentável ao estado e aos médicos quanto a grade indústria farmacêutica alopata. Ressalto que tanto na homeopatia quanto na alopatia há profissionais sérios mas há também nessas duas especialidades quem não está comprometido realmente com seus pacientes.

    • L says:

      Caro Marcelo,

      A discussão não é apenas em Portugal, é a nível global.
      Há uma grande diferença entre opiniões e factos. E estamos a falar de factos que nos dizem que a homeopatia não tem quaisquer efeitos terapêuticos.

      Quando fala nos consultórios médicos e nos delegados de propaganda médica, tem toda a razão. Há uma terrível competição entre medicamentos, pois estes demoram anos a serem investigados, a serem estudados e acima de tudo para serem aprovados pelas entidades que regem a indústria farmacêutica.

      No caso dos produtos homeopáticos, não existe qualquer investigação séria que tenha em conta as diferentes patologias ou agentes que possam causar doenças. Por não haver qualquer controlo quanto aos seus efeitos – porque não existem – qualquer homeopata pode colocar o seu produto à disposição dos incautos. Isto quando eles próprios fornecem os produtos homeopáticos nas consultas. Quanto aqueles que são vendidos em farmácias, convém verificar os lucros da maior industria homeopática, a Boiron.

  25. Marcelo says:

    Bem, acho que nem cabe mais discussão. Aqui no Brasil conviemos muito bem com essas 2 especialidades (sim, aqui temos homeopatia no serviço público) e aqui podemos escolher a terapia que mais nos convém. Mas de qualquer forma, espero que tudo corra bem com alopatas e homeopatas aí em Portugal. Abraços.

    • L says:

      Felizmente, em Portugal, as terapias que não tenham dado sinais de eficácia comprovada não fazem parte do serviço nacional de saúde. Que elas sejam vendidas em farmácias com o selo de medicamento é aquilo que nos leva a manifestar contra a homeopatia.

  26. marta says:

    Oh L vai tomar um alopático e relaxa… precisas de anti-depressivos para essa cabeça!

  27. marta says:

    És doente…

    • L says:

      Obrigada, Marta pela sua preocupação com a minha saúde! No entanto, deixo as consultas à distância para a Maya e para aqueles que se deixam convencer por ela.

  28. Sónia says:

    Pergunto-me sobre as motivações inconscientes dos activistas deste blog onde tropecei…
    Onde foram buscar tanta zanga e encontrar tanta energia para se debaterem…
    Pensem nisso… trabalhem isso… e mais que tudo ponham esta grande energia a favor de uma causa mais nobre… procurem tratamentos, estabeleçam contactos com outras terapias…. façam coisas em vez de desfazer… hum?? A homeopatia não funciona? E a musicoterapia? e a cromoterapia e a aromoterapia e o reiki e o que mais funciona ou não funciona para vós?
    Querem salvar o mundo? fantástico! Vão construir!
    Cumprimentos,
    Sónia.

    • L says:

      Cara Sónia,
      Não são motivações inconscientes e não estamos zangados. Temos plena consciência do que é a homeopatia e sabemos que a maioria das pessoas desconhece que se limita à venda de produtos sem qualquer princípio activo. Não estamos a impedir ninguém de comprar o que quer que seja, apenas que sejam informados daquilo que está a ser vendido sem qualquer evidência que funcione para além do placebo.

      A Sónia fala de várias coisas e acrescenta-lhe terapia no final, fala em Reiki. Isto tudo depois da palavra tratamento. Não basta dizer que é um tratamento, quero saber se realmente há provas que realmente é um tratamento para um qualquer mal. E até agora, isso ainda não foi feito.

      Estamos a tentar salvar o mundo, sim. Se houvesse um bocadinho mais de pensamento critico, talvez o mundo fosse algo melhor.
      Cumprimentos

  29. Ana GP says:

    Nem sequer devia haver discussão. Bastava ter pelo menos um neurónio para detectar o verdadeiro principio de actuação da homeopatetice: PLACEBO!

    A água tem memória?… okay, não esquecer isso de cada vez que beberem um copito de aguinha. E que tal estudar um bocadinho de física, quimica, bioquimica, fisiologia, anatomia, biologia, farmácia, medicina antes de se meter a fazer tratados de tretalogia woowoo e abrir tanto a mente que todo o lixo e mais algum entra ou, pior, o cérebro salta e cai?…

    Homeopatia… discussão? Não há qq discussão. A não ser que não passa de PLACEBO.

    Fitoterapia, sim, isso é outra conversa. O problema aqui é a GRANDE confusão que toda a gente faz entre homeotretas e os supostos produtos naturais. Produtos naturais? então e o resto é o quê?… a penicilina é o quê? bolor! natural!

    Qto à fitoterapia, não obstante haver muitas plantas com determinados efeitos comprovados, há uma série de questões que não foram respondidas. Nem testadas sequer. Exemplo perfeito: o pessoal adora anti-oxidantes. Mas esquece-se que quantidades industriais de anti-oxidantes transformam o anti-oxidante num pro-oxidante pior que os chamados radicais livres e as ROS (reactive oxygen species). Ou que as benditas vitaminas tb provocam hiper-vitaminoses. Já para não falar nas questões de absorção pela barreira gastrointestinal, toxicidade para determinados tecidos, destoxificação, dose terapêutica, dose letal, interacções com outros principios activos, interacções num determinado sujeito com determinado historial…

    Primeiro que tudo convém nunca confundir a chamada naturopatia e fitoterapia com a homeopatetice. Segundo, convém estudar, informar-se, e acima de tudo pensar. A água tem memória? Olha que bom, a cura para todos os males do mundo apareceu: basta beber água.

    Não esquecer ainda que alguns dos homeopatéticos têm ainda açucar, sim. Açúcar caríssimo. Não se esqueçam de os dar a diabéticos…

    Mente aberta?… LOL!

  30. JM says:

    Mas isto ainda dá que falar?
    As pessoas não estudaram até ao 9º ano, pelo menos, e não tiveram físico-química na escola? Não sabem o que são diluições? Ainda não conhecem os fundamentos da homeopatia? Ausência de princípio activo e memória da água fazem sentido?
    Estes defensores da homeopatia sabem o que estão a defender?
    Marta, não precisa de ser ofensiva. Não vejo ninguém em guerra, mas a tentar esclarecer de modo fundamentado.

  31. Reginaldo says:

    Abram os olhos portugueses, as indústrias farmacêuticas americanas estão de olho no mercado português.

  32. L Abrantes says:

    O blog 10:23 Portugal encontra-se neste momento encerrado. Sobre este ou outros assuntos, aconselhamos a visita ao site http://comcept.org/

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