Homeopatia: o Teste

Um documentário da BBC investiga as declarações da Homeopatia. Obrigada ao Luís de Matos pelo heads up

Vídeo em 5 partes:

About L Abrantes

Bachelor degree in Tourism, Degree in History. Currently pursuing a master's degree on History and Philosophy of Science Co-Found and collaborator at COMCEPT - Comunidade céptica portuguesa. http://comcept.org
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41 Responses to Homeopatia: o Teste

  1. Nancy Malik says:

    Real é a homeopatia científica. Ele cura, mesmo quando Convencional Alopática Medicina (CAM) falhar. Evidências Baseada em moderna homeopatia é um nano-medicina, trazendo grandes resultados para todos

    • L says:

      Cura como se não há nenhum ingrediente activo?

    • Pedro Homero says:

      Hi Nancy! I’m guessing the translation program you’ve used was not too effective. Maybe it was diluted and succused, who knows? Care to explain what you mean. On the other hand, the translation came out so ironically quaint, that it gave you an acronym, CAM, for exactly the opposite of CAM, so-called “Complementary and Alternative Medicine”. Oh, the irony…😀

      • Nancy Malik says:

        Sorry for bad translation. It simply states

        Real is scientific homeopathy. It cures even when Conventional Allopathic Medicine (CAM) fails. Evidence-based modern homeopathy is a nano-medicine bringing big results for everyone

  2. Pedro Homero says:

    Oh, maybe I wasn’t clear. I fully understood your comment, Nancy; it is simply wrong, that’s all.
    Here, check this blog post that was written just today, by Steve Novella – http://theness.com/neurologicablog/?p=2775

  3. Pedro Nunes says:

    Só queria deixar aqui a minha homenagem à inteligência e à vasta bagagem científica dos promotores desta campanha. Tive o cuidado de ler o manifesto no site original. Particularmente esclarecedora a preocupação com a saúde dos pobres crentes nas virtudes da homeopatia patente no texto What’s the Harm? Aconselho a leitura para se perceberem as suas reais motivações.
    Aproveito para manifestar também a minha profunda admiração pelo espírito homérico do Sr. Pedro Homero. Dava um bom ministro da saúde, sei lá, dum governo Sócrates, por exemplo. Ou reitor da Universidade Independente…
    Aposto que também defende a ciência estabelecida (settled) do aquecimento global e também acredita que as torres gémeas foram deitadas abaixo por aviões desviados por piratas árabes. Verdade?

    • Pedro Homero says:

      Estimado Pedro Nunes,
      Temas como a alteração climatérica ou o ataque às Torres Gémeas, concordará, não estão relacionados com a homeopatia, a razão de ser deste site.

  4. Pedro Nunes says:

    De facto, não estão relacionadas com a homeopatia, mas o tipo de crendice religiosa que cada vez com mais evidência suporta a tese do aquecimento global de origem antropogénica ou a mitologia do terrorismo islâmico tem tudo em comum com a atitude fundamentalista e de positivismo primário que anima esta campanha. Podiam fazer uma campanha muito mais interessante contra os perigos que os interesses da indústria farmacêutica no seu todo representam para a saúde pública, mas não, o que os preocupa é a “perigosa” homeopatia.
    Já agora, aproveito para informar, uma vez que me parecem muito pouco esclarecidos sobre a terapeutica homeopática que bem podem tomar doses cavalares de água com açúcar que certamente o resultado não vai ser nenhum. Agora experimentem tomar alguns homeopáticos da forma correcta, isto é em doses pequenas e repetidas, por exemplo, de meia em meia hora durante um dia inteiro e vão ficar muito surpreendidos com o que lhes acontece. É só uma sugestão…
    Cumprimentos

    • L says:

      Caro Pedro Nunes,

      Gostaria muito de ler mais sobre esses testes de eficácia de doses pequenas. Podem enviar-me o link para esses estudos que afirmam que doses de 30 em 30 minutos são mais eficazes que aquelas de 120 em 120 minutos ou que aquelas de 30 em 30 segundos?

    • Pedro Homero says:

      Pedro Nunes,
      Sugiro que veja os comentários do homeopata Ricardo, noutros artigos do nosso blog; talvez o inspire a comunicar sem ataques ad hominem, uma falácia lógica.
      O seu comentário “Podiam fazer uma campanha muito mais interessante contra os perigos que os interesses da indústria farmacêutica no seu todo representam para a saúde pública” é muito típico, e, para pontos extra, também é baseado numa falácia lógica, a falácia do homem de palha. A nossa campanha visa informar o público acerca do que é a homeopatia, e porque é que não só não tem plausibilidade, como não faz efeito para lá do placebo. Se quer criticar, então demonstre que estamos errados, não venha com argumentos tipo “deviam era criticar isto ou aquilo”.
      A indústria farmacêutica tem vários problemas, alguns deles muito graves, e que criticamos enquanto indivíduos. Acontece é que há um lugar para cada coisa. Aquilo que é de criticar na indústria farmacêutica, no que concerne a este tema, a homeopatia, estamos a criticar. Perguntamos porque é que existem laboratórios farmacêuticos a fabricarem e venderem produtos que não são eficazes (dica: porque os Estados permitem que se venda estes produtos sem que a sua eficácia seja testada). Perguntamos porque é que as farmácias (que, está a ver, pertencem à indústria farmacêutica) vendem estes produtos para os quais nunca foi encontrada eficácia, pelo contrário, está demonstrado que não funcionam.
      Seja como for, e porque de facto há que monitorizar e fiscalizar a indústria farmacêutica (nisso estamos de acordo), sugiro o blog do Dr. Ben Goldacre, um médico inglês altamente crítico da homeopatia e da indústria farmacêutica.
      A sua sugestão foi recebida, mas a verdade é que isso já foi testado em condições rigorosas. Imagine lá o que é que aconteceu (dica: quem tomou os produtos homeopáticos teve os mesmos resultados que as pessoas que tomaram um placebo).

  5. Pedro Nunes says:

    Caro(a) L:

    O que é que a faz supor que doses de 120 em 120 minutos ou de 30 em 30 segundos são eficazes? Tem aí algum “paper” escondido que o pessoal possa consultar? pela minha parte estou com falta de links, não lhe posso ser útil. Mas experimente você mesmo(a). Foi o que o Newton, na época, quando apanhou com uma maçã na pinha, sugeriu aos colegas. Também consta que o Arquimedes baseou a sua descoberta da impulsão sofrida pelos corpos sólidos por parte dos líquidos na sua experiência nos banhos gregos. Pela minha parte, durante muito tempo achei que a electricidade não podia existir, uma vez que por mais que me esforçasse não conseguia vê-la. Um dia apanhei um choque e comecei a achar que apesar de um testemunho subjectivo como o meu não poder ser tomado como prova, talvez não fosse má ideia dar o benefício da dúvida à ideia. Depois, foi o que se viu. Os papers começaram a dar-me razão. A chatisse é que continuo a não ver a electricidade. Sei que me compreende.
    Saudações positivistas
    Pedro Nunes

    • L says:

      Caro Pedro Nunes,

      Não sabia que devia cumprimentá-lo por ter provado a existência da electricidade. Não percebo porque é que o seu nome não é mencionado na história como aquele que fez a ciência mudar de opinião quanto à existência de electricidade. Parabéns!

      Como já foi aqui dito várias vezes, já houve testes feitos que comprovam a ineficácia da homeopatia. É exactamente por não podermos confiar nas experiências pessoais e subjectivas e por termos uma hipótese – se existe algo que cura numa substância que foi diluída e agitada ao ponto de não ser visível – que foram feitos testes duplamente cegos.

      É que independentemente do que é que os proponentes da Homeopatia se lembram de dizer quanto às suas poções – se água tem memória, ou se funciona ao nível quântico – se realmente a homeopatia funcionasse, então os resultados dos testes clínicos seriam positivos. As pessoas tratadas com comprimidos homeopáticos ficariam melhor que aquelas que tomaram o comprimido de controle. Isso não acontece. Os resultados são iguais para ambas as situações, isto diz-nos que a homeopatia não é melhor que um placebo.

  6. Pedro Nunes says:

    Caro Pedro Homero:

    Estou deveras sensibilizado com a paciência que teve para escrever a longa resposta que me deu. Agradeço-lhe também as chamadas de atenção que faz a propósito de falácias. Aquela não era bem a do homem de palha, mas pronto. Não era nada sério pôr-mo-nos agora aqui a discutir filosofia. Acontece que você não percebeu nada do que eu quis dizer, mas eu explico: estava só a ironizar. Quando se tem consciência da quantidade de coisas preocupantes que se passam à nossa volta que merecem ser denunciadas e contestadas, é inevitável que nos espantemos com o grau de leviandade intelectual que é preciso para alguém se ocupar em fazer uma campanha contra os terríveis perigos da homeopatia. Não dá, de facto, vontade para mais nada, porque não se pode levar a sério, por mais que se empenhem em fazer o papel de intelectuais sérios, rodeados de papers, de links, de peer-reviews e de… artigos da wikipédia. Tive, aliás ocasião de visionar os videos da vossa intervenção e o melhor que posso dizer, pese ao esforço patente nas caras de alguns dos numerosos intervenientes em se levarem a sério e em combaterem uma pontinha de receio que ainda se via que estavam a sentir por levarem a cabo tão arrojada experiência, foi que foi simplesmente patético. Garanto-lhes que esta opinião é partilhada por muita gente, a avaliar por todas aquelas que também viram os videos e com tive ocasião de trocar hoje impressões. Depois, o homeopático utilizado parece ter sido escolhido a dedo. Segundo me informei, provém de um laboratório que parece que nem fabrica verdadeiros homeopáticos. E era um medicamento para a gripe! Céus! Será que estava alguèm doente entre o grupo dos treze pandegos? Não sentiram nada? Extraordinário! Se tivessem tomado uma caixa de aspirinas (recomendável para o mesmo efeito)se calhar também tinham concluído que a aspirina era um placebo.
    Acreditem se quiserem, mas tudo o que conseguiram com a vossa campanha foi cobrirem-se de ridículo e, se calhar, despertarem a curiosidade de mais algumas pessoas que os viram, para experimentarem a homeopatia.
    Os meus cumprimentos
    Pedro Nunes

    • L says:

      Vou intrometer-me na sua conversa com o Pedro Homero para lhe responder a uns alguns dos seus argumentos.

      A campanha foi uma acção de sensibilização dos media. Os testes rigorosos já foram feitos há muito tempo, imagine-se… saíram em 2005 na imprensa portuguesa e ninguém deu conta. Pelo menos agora, e graças a esta acção mediática, estamos aqui a discutir e conseguimos chamar a atenção de muita gente para a ineficácia da homeopatia.

      Eu não conheço os seus meios de investigação e algo me diz que não investiga nos locais certos – porque a Boiron é o laboratório por excelência de produtos homeopáticos. E se não fabrica estes produtos porque razão se lê nas caixas que é um “medicamento” homeopático? Como já tive a oportunidade de dizer a alguém que veio com o mesmo argumento, então os proponentes da homeopatia deveriam juntar-se a nós para que estes produtos não sejam vendidos como homeopáticos nas nossas farmácias.

      Ao contrário do produto homeopático, a aspirina tem agentes activos e garanto-lhe que o resultado não seria aquele que se viu no sábado, porque a aspirina é um medicamento que produz efeitos no corpo humano.

      De qualquer maneira, de acordo com a lei dos similares, um dos princípios da homeopatia, a nossa toma do tal produto iria provocar em nós sintomas da gripe, tal como indicou num dos seus comentários (embora com uma cadência de 30 a 45 minutos). E claro, isto poderia até acontecer se este produto não partisse de uma ideia pré-científica e de uma época onde não se sabia o que é que causa a gripe e se realmente fosse algo mais que açúcar.

      Julgo que nos tempos que correm, comprar açúcar a peso de ouro não é algo que agrade a muitos portugueses.

      Melhores cumprimentos,
      Leonor

  7. author says:

    @Pedro Nunes
    E a OMS também sofria de leviandade intelectual quando alertou para a vida de doentes estar a ser posta em risco pelo uso do homeopatia no tratamento da malária tuberculose, sida e outras doenças?

    http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/2543/oms-adverte-contra-o-uso-da-homeopatia

    Crendice religiosa? Tenho seguido com atenção e ainda não vi nenhuma por aqui.
    Curiosamente encontrei bastante noutros sítios:

    http://www.amena.tcpnsa.com/Comunidade/Blog-AMENA/Cristo-e-Homeopata
    http://www.amena.tcpnsa.com/Comunidade/Blog-AMENA/A-Vacina-Divina
    http://www.amena.tcpnsa.com/Comunidade/Blog-AMENA

  8. author says:

    “Jinhos na ALMA” (saudação final de Fernando Neves no texto “A Vacina Divina”)

  9. author says:

    Uma sugestão: no post “Homeopatia – Porque não?” ou “Qual é o mal”, parece-me que está a faltar um argumento importante, pelo menos explicitamente (sei que estou off-topic mas nos referidos posts não são permitidos comentários).

    A utilização da Homeopatia em substituição da medicina convencional não põe em risco apenas quem faz essa opção. No caso de doenças como o sarampo, altamente contagiosa, ficam em risco todas as pessoas que entram em contacto com quem tomou essa opção e a comunidade em geral.

    Dado que um argumento frequentemente utilizado pelos homeopatas é “o que é que lhe interessa a si?”, e que também há pessoas que não recorrem à homeopatia e que por isso julgam que não lhe diz respeito, pareceu-me importante referir este ponto.

    No video “CBC Marketplace – Homeopathy: Cure or Con? ” (na parte 2 – 02:15) vê-se uma mãe canadiana a admitir abertamente que não vacinou os filhos e optou pelos produtos homeopáticos: http://www.youtube.com/watch?v=kFKojcTknbU

    E vê-se também um grupo de pessoas que tomaram uma embalagem inteira de comprimidos homeopáticos para dormir que, obviamente, não ficaram com sono (será que neste caso, como no da gripe, os homeopatas argumentarão com a lógica que deviam tê-los tomado mas era quando estivessem com sono para confirmarem que funcionam?).

    • Pedro Homero says:

      Author,
      O seu comentário é muito relevante. Nessas páginas não existem comentários porque não fazem parte do blog, como esta; são antes “páginas centrais”, digamos. Quando tivermos tempo (não estou a falar como os Reis, quero dizer, quando alguma das pessoas que trata do site tiver tempo) adicionaremos esse argumento. Obrigado!

  10. Pedro Nunes says:

    L (como foi que eu percebi que se tratava de sensibilidade feminina?)

    Quando se tem a certeza de tudo, é muito difícil descobrir a verdade sobre qualquer assunto, minha cara.
    “a Boiron é o laboratório por excelência de produtos homeopáticos.” Você sabe.
    “E se não fabrica estes produtos porque razão se lê nas caixas que é um “medicamento” homeopático? Não dá para perceber?
    “Ao contrário do produto homeopático, a aspirina tem agentes activos e garanto-lhe que o resultado não seria aquele que se viu no sábado, porque a aspirina é um medicamento que produz efeitos no corpo humano” Experimentou? Então faça primeiro a experiência sem dizer às pessoas que estão a tomar aspirina. Conte-me depois como foi.
    “De qualquer maneira, de acordo com a lei dos similares, um dos princípios da homeopatia, a nossa toma do tal produto iria provocar em nós sintomas da gripe” Você afirma. No entanto não é nada disso que diz a homeopatia. Eu não disse que iria produzir os sintomas da gripe. Anda a informar-se sobre homeopatia no borda-d’água, concerteza.
    Enfim, ao contrário do que afirma já tive ocasião de tomar conhecimento de testes de eficácia feitos ao medicamento homeopático, muito anteriores aqueles que você conhece e conheço os resultados. Sei que regra geral não são conclusivos, apesar de não serem tão definitivos como você quer fazer passar. No entanto, e é aqui que está a questão, o problema é que todos testes que são feitos partem dum princípio errado, que o medicamento homeopático serve para tratar “doenças” no sentido corrente. Todos os detractores da homeopatia se esquecem da característica fundamental da abordagem homeopática do conceito de saúde/doença: a homeopatia teoriza uma medicina de carácter holístico. Nenhum medicamento homeopático se dirige a uma doença específica, logo, tudo o que deixou dito é um perfeito disparate, e os testes feitos aos homeopáticos se não forem pensados duma forma completamente diferente irão sempre inevitavelmente ser inconclusivos.
    Enfim, eu diria que para se aprender alguma coisa de verdadeiramente útil sobre algum assunto é preciso um bocadinho de espírito crítico, sobretudo em relação às próprias idéias feitas. Cumprimentos ao Pedro Homero.
    Pedro Nunes.

    • L says:

      Caro Pedro Neves,

      Em relação aos testes clínicos para provar a eficácia de um determinado medicamento, eles são feitos em pessoas que manifestam sintomas de determinada doença. Logo para provar um medicamento anti-gripal este mesmo medicamento é distribuído aleatoriamente a um grupo de pessoas que está doente ao mesmo tempo que comprimidos de açúcar (placebo) são distribuídos a outro grupo. Ambos os grupos são controlados e observados para verificar os efeitos ou a sua ausência. Nenhum dos grupos sabe o que está a tomar (se o placebo ou o medicamento), nem sequer os profissionais de saúde que administram o tratamento sabem qual das pessoas pertence a cada grupo. Isto são as ideias básicas de testes clínicos. São feitos constantemente, e é um longo processo. (Sim, a aspirina foi testada várias vezes, seguindo este protocolo e tem efeitos no corpo humano).

      Se bem entendo, o senhor é também contra a ideia destes produtos homeopáticos, que não têm eficácia sejam vendidos nas farmácias como medicamentos. Excelente! Estamos do mesmo lado.

  11. Pedro Nunes says:

    Para os authors que falam de coisas tão disparatadas como “comprimidos homeopáticos para dormir” ou imaginam coisas como homeopáticos para tratar o sarampo ou a dor de dentes seria bom que percebessem que não existem tais coisas. Se tais produtos existem no mercado dos medicamentos rotulados como homeopáticos ou não, é outra história. Mas tomar a casca pelo fruto… Bastaria lerem alguma coisa verdadeiramente seria sobre homeopatia, nas fontes, e não através das opiniões de terceiros, já comprometidos em denegrir a homeopatia, e que recorrem a todo o tipo de mistificações, mascaradas de argumentos científicos para fazerem valer as suas opiniões.
    Pedro Nunes

  12. author says:

    Diga então por favor quais são as fontes a que devemos recorrer para sabermos que doenças e sintomas a homeopatia trata.

  13. Ricardo says:

    De facto existe uma confusão com o que é a Homeopatia.
    Os homeopáticos têm uma matéria médica própria, resultado das provas efectuadas ao longo de anos, com dezenas / centenas de pessoas. Não há um produto (não uso o termo medicamento para não gerar mais discussão) para a febre, mas há uns que produziram esse sintoma em mais casos que outros. Claro que a MM Homeopática não está completa porque as substâncias não foram testadas em toda a gente. Mas aí aplica-se o mesmo princípio dos medicamentos químicos… podem surgir efeitos secundários não descritos, pois os organismos são todos diferentes.

  14. Pedro Nunes says:

    De facto, conforme o Ricardo diz (e até que enfim que aparece alguém que parece saber alguma coisa daquilo de que está a falar!) apesar de não o dizer duma forma muito clara, o que é mais interessante é que toda a da prática da, chamemos-lhe, medicação homeopática se baseia na repertoriação, que foi sendo ao longo de cerca de duzentos anos, dos efeitos produzidos pelas tais diluições de substâncias tóxicas num grande número de indivíduos. Isto é, ao contrário daquilo que se anda para aqui a pretender, baseia-se precisamente numa sistematização de conclusões formadas a partir de resultados experimentais. Só que, como já fiz notar num outro comentário, os homeopáticos não tratam doenças, no sentido comum, mas situações, chamemos-lhe assim, de desiquilibrio funcional do organismo, que variam de individuo para indivíduo e que o tornam susceptível de ceder a diferentes doenças, sem conexão aparente.
    Pedro Nunes

  15. Pedro Nunes says:

    Cara L

    Agradeço-lhe a tentativa de explicar como é que são feitos os testes de eficácia vulgares, mas há mais pessoas além de você que também sabem.
    Agora gostava era que reflectisse um bocadinho acerca daquilo que lhe digo e que respondesse era ás questões que lhe coloco. Se não existem verdadeiros homeopáticos dirigidos ao tratamento de qualquer doença específica, como é que vai definir o universo dos sujeitos dos testes? Esses testes, não é preciso ser muito inteligente para perceber, são inadequados para concluir o que quer que seja sobre a eficácia dos homeopáticos. Seria importante definir outro tipo de teste, com outro tipo de inteligência científica, que não a dos amanuenses de laboratório, com o seu espírito positivista oitocentista que promovem e alimentam esta campanha.

    • L says:

      Caro Pedro,

      Uma pessoa desprevenida até poderia ler nas suas palavras que a ciência deveria recuar até ao ano em que a homeopatia foi inventada.

      Até ser encontrada uma “ciência” que consiga provar a eficácia da homeopatia, sugiro então que se deixe de vender água mágica como medicamento nas farmácias.

  16. author says:

    Presumo então que o Pedro Nunes e o Ricardo representam uma homeopatia que não sei muito bem qual é mas que na vossa opinião não corresponde à Homeopatia que é posta em causa.

    Independentemente disso: estão no mercado imensos produtos designados de medicamentos homeopáticos com indicações para doenças específicas; encontram-se por todo o lado homeopatas que os receitam; temos uma associação que requereu a intervenção da ASAE por contestar a iniciativa 10:23 e cujos responsáveis também alegam curas de doenças específicas.

    Se não são adeptos nem aprovam esta homeopatia e se não clarificam para além de genericamente qual é a vossa homeopatia (quais são os medicamentos; que doenças e sintomas curam; quem são os seus representantes; quantos praticantes tem; links?), então da minha parte, e falo só mim porque não faço parte da iniciativa 10:23, fico com a sensação de que estou a falar com as pessoas erradas.

  17. Pedro Nunes says:

    Cara L:
    As pessoas desprevenidas pensam as coisas mais disparatadas.
    Tenho também uma sugestão a fazer: que até as pessoas ganharem a estatura intelectual que lhes permita persistir em questionar aquilo que têm como saber adquirido, deixassem de pretender ser donos da verdade.
    Pedro Nunes
    (ingénuo crente na electricidade, na telefonia sem fios e noutros fenómenos não palpáveis e não visíveis)

  18. Pedro Nunes says:

    Para o author
    http://www.extraordinarymedicine.org/
    Cumprimentos
    Pedro Nunes

  19. author says:

    Caro Pedro Nunes,

    http://www.extraordinarymedicine.org – um blog em construção?

    Afirmou anteriormente que “coisas como homeopáticos para tratar o sarampo ou a dor de dentes seria bom que percebessem que não existem tais coisas.”

    Li alguns textos e vi alguns videos. Não vejo grande diferença entre a homeopatia do blog que indicou e a que é contestada.

    No blog há uma secção denominada “Supporting Organizations” com uma lista de associações, sociedades, etc., relacionadas com o exercício da homeopatia. Serão estas as organizações com que se identifica e dão credibilidade à homeopatia que defende?

    NUPATH – The largest and oldest national professional association for homeopaths in Canada

    Na sua convenção nacional de 2010 (www.nupath.org/index.php?option=com_content&view=article&id=73&Itemid=12), esteve presente o Dr. Gustavo Bracho que veio “.. espantar ainda mais os participantes com o seu estudo continuado e resultados do seu inovador programa massivo de homeoprophylaxis contra doenças infecciosas…”

    Homeoprophylaxis sendo “A Alternativa Provada à Vacinação” (www.lifehealthchoices.com/the-center/health-options/homeoprophylaxis).

    A NUPATH não parece concordar consigo.

    Será talvez a British Columbia Society of Homeopaths, que na sua secção “Testemunhos” apresenta o seguinte (e único) caso:

    http://www.bcsh.ca/testimonials.htm

    Em resumo, uma senhora diz que sofre de “males crónicos” (chronic ailments) sem especificar mais. Diz que tomou uma colher de chá de meia chávena de água em que foi colocada uma gota de um remédio que não especifica.

    Começa o testemunho com “Era uma noite fria e escura…”. Refere-se várias vezes a Alice, afirmando a certa altura que “… como Alice no País das Maravilhas, o meu mundo mudou…”

    Confesso que não vi mais sites de organizações, por receio de continuar a perder o meu tempo. Quem sabe, se a seguir com a história da carochina.

    Da minha parte estou esclarecido.

    • Pedro Nunes says:

      Oh author, você parece o professor martelo a ler sites na diagonal. Eu ainda nem tive tempo de despir o casaco e você já está de partida…
      De facto, há pessoas com quem não vale a pena perder tempo. Mas vou fazer uma última tentativa para ser simpático. Onde você devia ter ido primeiro para ler alguma coisa interessante era por exemplo à página homeopathy’s best research, mas não, foi logo ver se descobria quem eram os talibans que estavam por trás do site. Maroto!

      • L says:

        Deixo aqui a deixa que não basta ter a indicação de “best research”. A ciência é crítica de si própria, por isso nos links para os estudos, é necessário ver as reviews (no Pub Med estão geralmente à direita.)

      • author says:

        Por acaso fui a essa página sim, e vi, pela segunda vez porque já o conhecia, o video do Dr. Rustum Roy a explicar que “não é só água”. É um dos videos a que me referia quando disse que não via diferenças entre a homeopatia deste site e a que está a ser contestada.

        O Dr. Rustum dá exemplo da grafite e do diamante que são ambos apenas carbono mas completamente diferentes e por isso a água resultante da diluição homeopata também pode ser diferente da água inicial.

        É uma analogia à partida bastante fraca porque qualquer pessoa observa à vista desarmada que a grafite é suave, opaca e escura, enquanto que o diamante é dos materiais mais rígidos que se conhece e translúcido. A água resultante da diluição parece-se com qualquer outra água.

        Mas aguardei pelo resto da explicação. Segundo este senhor tem a ver com a estrutura e não com a composição, referindo-se ao facto de que a água continua a ser apenas H2O depois de diluída. Fala em cristais como “estes que podem ver” mas a camera nunca mostra o suposto documento que estará a apresentar. Também não desenvolve mais do que isto, ficou-se pelas generalidades e uns cristais que não vimos e de que pouco ou nada ficámos a saber.

        A acompanhar o video não há qualquer documento nem link para mais detalhes. É da responsabilidade de quem quer fazer prova de algo apresentar toda a informação, no interesse de fazer valer o seu ponto e no interesse da sua própria credibilidade. Não é pelo facto de o video ser apresentado num site que se chama “Medicina Extraordinária” que se torna também ele extraordinário.

        Esta página que indicou, apenas uma dentro do site, contém um vídeo, 10 pontos e 12 links adicionais para mais pesquisa.

        Se quer quer alguém analise alguma coisa para fazer valer o seu ponto, seja específico. A preocupação em separar o trigo do joio tem de começar por si, nos conteúdos que apresenta como sustentação do que afirma. Mas não teve sequer esse cuidado nem respeito para com quem argumenta, pois não?

        Considerando que até agora os seus argumentos foram apenas generalidades e não respondeu a nenhuma das questões concretas que coloquei anteriormente, tenha paciência mas não vou continuar a analisar enormes quantidades de informação que lhe cabiam a si filtrar.

  20. Rui neves says:

    Que pena só ter descoberto este site depois de ter comprado aquela porcaria da oscillopatetice😦 Usei depois para adoçar uns cafés, não se perdeu tudo. Não volto a cair na esparrela! Esta campanha de esclarecimento perturba aqueles que têm interesses pessoais em que se mantenha o desconhecimento. Lucra quem dá as consultas, quem prepara o açúcar e os que vendem pois claro! Compra quem quer, mas pelo menos que compre informado. Senti-me enganado porque comprei uma coisa que para funcionar temos de acreditar nela, é no fundo uma questão de fé. Para isso não preciso de ir à farmácia, vou à igreja!! O meu obrigado aos promotores desta campanha de informação pelo serviço público de esclarecimento dos mais incautos que como eu pensavam que homeopatia era uma coisa à base de plantas…

    • author says:

      Não sei se já alguma vez alguém apresentou uma queixa por causa de um produto homeopático não funcionar. Mas era bom que acontecesse senão a ASAE pode dar-lhe para responder como fez quando questionada sobre o que ia fazer relativamente às pulseiras do equilíbrio: “até ao momento ninguém fez queixa”. Ou aguardemos para ver o que dizem à carta da AMENA…

      • Rui neves says:

        Não fiz queixa porque fui eu que pedi explicitamente as bolinhas de açúcar, levado pela publicidade que tinha visto!

        Garanto-lhe que se alguma vez um farmacêutico me tentar impingir tretas daquelas, sou rapaz sim senhor para pedir o livro de reclamações.

        E para que conste, o Oscillococcinum não me aliviou em nada os sintomas da gripe, tive de me aguentar à bronca durante 5 dias.
        Boa noite

  21. Pedro Nunes says:

    Oh Neves, então já tinha tomado o tal açucar antes de sábado e não disse nada a ninguém? Olhe que de sábado até hoje ainda só passaram três dias.
    E foi para a rua com gripe apanhar frio? Que grande inconsciência! Podia ter pegado aos seus companheiros de campanha e lá dava uma bronca do caraças. Para mim você é mas é um submarino, ui ui…

    • Rui neves says:

      Como não dá para fazer um desenho faço assim: Estive com gripe há duas semanas atrás e foi nessa altura que fui à farmácia influenciado pela publicidade comprar o Oscillococcinum. Depois de ter começado a tomar fui procurar mais informação e deparei-me com este site:
      http://jugular.blogs.sapo.pt/2422889.html?view=26173801
      depois de mais umas pesquisas foi fácil concluir que a homeopatia não passa de uma crendice. Não faço parte da campanha, não conheço ninguém relacionado e não teria problemas em dizer caso assim não fosse.
      Senti-me enganado por nunca imaginar que pudessem vender numa farmácia açúcar carregado de energias que só alguns privilegiados sentem e acreditam existir, fé portanto. De mim não levam mais um cêntimo que seja e irei avisar o máximo de conhecidos que puder de forma a não caírem no mesmo logro que eu!
      Passe bem.

  22. Pedro Nunes says:

    Thank yo, L

  23. Marcos says:

    Olá pessoal. Não sou médico e não tenho conhecimentos profundos sobre o assunto. Porém, me trato com homeopatia desde pequeno e funcionou, ou seja, obtive melhoras com relação a gripe, resfriados, enjoo e outros problemas de saúde. Pode ser apenas um efeito placebo (que É um efeito, queira ou não) ou pode ser que eu fiquei melhor sozinho, sem nada (o que é ótimo também). Em todos os casos, minha Médica (não, não é uma curandeira, é uma profissional com registro e reconhecimento) sempre esteve atenta para o uso de remédios alopáticos quando necessário. Não há radicalismo. Não há necessidade de se fechar em torno do próprio pensamento e julgar os outros. Isso sim, é uma tremenda imbecilidade.

    • L Abrantes says:

      Caro Marcos

      Ainda bem que se mantém saudável. Eu também não faço grande coisa para me tratar de constipações, pois elas têm a tendência para serem passageiras e para não durarem muito tempo. Como não pertenço a um dos grupos de risco (crianças e idosos), também não faço nada contra a gripe – apenas tenho cuidado quando posso estar em contacto com alguém que esteja doente com o virus – e posso dizer-lhe que não tenho uma gripe há vários anos.

      A sua “médica” – a homeopatia não é reconhecida em Portugal como uma especialidade médica – deve saber perfeitamente o efeito de um produto homeopático numa constipação e o efeito de um medicamento numa doença grave – daí que use a homeopatia quando a doença tem uma duração curta (mascara-se a cura com a homeopatia) e medicamentos eficazes quando é necessário.

      O facto de usar a homeopatia em doenças que têm uma duração curta e que passam por si só e de medicamentos quando são necessários, diz muito da ética profissional desses homeopatas. Ao mesmo tempo que criam a ilusão da homeopatia ser eficaz quando não é, sempre ganhando uns trocos.

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